Sábado, 29 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Novo delator da Lava Jato cita entrega de propina a Renan Calheiros

Compartilhe esta notícia:

Renan foi acusado de desviar recursos da verba indenizatória de seu gabinete para pagar pensão alimentícia de uma filha fora do casamento. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Um novo delator da Operação Lava Jato, apontado como um dos distribuidores de propina decorrente de contratos da Transpetro para a cúpula do PMDB, disse ter entregue dinheiro ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo a revista “Veja” desta semana.

O advogado e empresário Felipe Parente, que fechou um acordo de colaboração com o ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou ainda que levou dinheiro para uma assessora de confiança do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

O delator trabalhava para Sérgio Machado, que presidiu a Transpetro e fez uma delação considerada devastadora para a cúpula do PMDB, por conter gravações de Renan, do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente José Sarney. Numa delas, Jucá fala que é preciso fazer um pacto para “estancar a sangria” da Lava Jato.

Segundo Machado, Renan recebeu subornos que somam R$ 32 milhões entre 2004 e 2014. Até 2007, quem fazia as entregas a Renan, segundo Machado, era Felipe Parente.

Machado dirigiu por 12 anos a Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, por indicação do PMDB do Senado.

O delator afirmou que entregava propina para uma assessora de Barbalho chamada Iara. Segundo os investigadores, trata-se de Iara Jonas, que trabalha com o senador há 22 anos.

Ao ver uma foto da funcionária, Parente reconheceu-a como a destinatária do suborno. Iara disse à revista não se lembrar de Parente.

Segundo a revista, o chamado “homem da mala” do PMDB era organizado, anotava todas as entregas que fazia e os locais do encontro.

Machado disse que Jader recebeu R$ 4,2 milhões, dos quais R$ 3 milhões foram repassados em espécie.

Já Sarney, de acordo com Machado, teria sido agraciado com R$ 18,5 milhões desviados da Transpetro – o que ele nega enfaticamente. Jucá e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) teriam recebido R$ 21 milhões e R$ 850 mil, respectivamente.

Os senadores e o ex-presidente Sarney dizem não conhecer Parente e negam com ênfase ter recebido recursos. Renan disse à “Veja” que a possibilidade de acharem impropriedades em suas contas eleitorais e pessoas “é zero”. Já Sarney afirmou: “Não conheço Felipe Parente. O Sérgio não teria coragem de falar isso comigo”. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Guarda Municipal intensifica trabalho em colégios eleitorais
Polícia Federal acha cocaína em quadros com fotos de papas durante tentativa de embarque no aeroporto de Guarulhos
Pode te interessar