Com a falta de dinheiro para as campanhas, candidatos à Presidência que dispõem de tempo correm atrás de convites em qualquer parte do País. Podem ser encontros de sindicalistas, empresários, professores, funcionários públicos e quem mais se apresentar. Basta que os anfitriões paguem as passagens aéreas e o hotel. Vira uma espécie de circo da Fórmula 1, em que as escuderias não param. De consistente, não surge nada. Ouvem-se velhas promessas, soluções mirabolantes e uma oratória desgastada.
Pulou do barco
Nem a boa colocação nas pesquisas convenceu o ex-ministro Joaquim Barbosa. Ele atendeu ao apelo da família: não deixará a vida tranquila e bem remunerada em um escritório de advocacia para se expor na vitrina e levar pedradas.
Parte dos eleitores continuará na busca de um candidato ao Planalto que traga esperanças ao País traumatizado.
Era de turbulências
Desde 1954, a Presidência da República foi marcada por um suicídio, duas renúncias, doença e morte antes da posse, um impeachment e um ex na prisão. As reviravoltas deram chance aos vices Café Filho, João Goulart, José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer. A propósito, os três maiores orçamentos nacionais, hoje, são administrados por vices: o da União, com Temer; o do Estado de São Paulo, com Márcio França; e o da capital paulista, com Bruno Covas.
Numeradas
1) Advogados do PT consultam especialistas sobre a possibilidade de Lula gravar pelo menos áudios para divulgação durante a propaganda em rádio e TV.
2) Caso essa hipótese não seja viável, haverá utilização de vídeos de campanhas anteriores
3) Se Lula permanecer preso, a sua cela se tornará um forte comitê eleitoral.
O que falta
Candidato ao governo do Estado que incluir no programa a criação da Superintendência de Desenvolvimento do Litoral Norte vai somar votos e prestígio. Não há necessidade de estrutura com cabides de empregos. Basta um planejador com visão de conjunto para trazer empreendedores à região que só movimenta a Economia e gera empregos de janeiro a março. Nos demais meses é o abandono. Conversar com os prefeitos e criar uma força conjunta para atrair empresas seria o começo.
Time de desconhecidos
Quem é Rossieli Soares? Após intensas investigações, soube-se que é o ministro da Educação. Para se tornarem conhecidos, os novos integrantes do primeiro escalão precisarão andar pelo País com alguém ao lado, apresentando: “Este é Fulano de Tal”. Não haverá outro jeito.
Contra o governo
Esta coluna referiu, ontem, que faltou um voto, em 1998, para o presidente Fernando Henrique Cardoso aprovar, na reforma da Previdência, o dispositivo que instituía idade mínima para obter aposentadoria. Eram necessários 308 votos e o placar final registrou 307. Leitores lembram que o então deputado federal Germano Rigotto votou contra o governo, “de forma consciente e deliberada”, como declarou aos repórteres.
Dão salto
Em janeiro, o Trensurb de Porto Alegre foi o primeiro a ter a tarifa aumentada, após dez anos de congelamento. Agora, nas capitais onde funcionam metrôs, seguem o mesmo caminho. O de Belo Horizonte, que cobrava 1 real e 80 centavos desde 2006, passará nesta sexta-feira para 3 reais e 40 centavos.
Só no papel
A 9 de maio de 1988, o Congresso Constituinte aprovou emenda do deputado Fernando Gasparian, do PMDB de São Paulo, que limitava a 12 por cento ao ano a taxa de juros reais (sem contar a correção monetária) para operações de crédito. Foram 314 votos favoráveis, 11 contrários e 34 abstenções. Consta do parágrafo 3º do artigo 192 da Constituição Federal, mas jamais foi aplicado.
Nada mais
A única vantagem para muitos, daqui para frente, será um forro privilegiado, com tecido de qualidade, capaz de suportar o inverno.
