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Brasil Novo impasse com a Índia atrasa o envio de doses prontas de vacina para o Brasil

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Dados da Fiocruz revelam ainda novo aumento da taxa de letalidade, que passou de 3,3% para 4,2%. (Foto: Fiocruz)

O novo cronograma de entrega de doses de vacina contra a covid-19 apresentado pelo Ministério da Saúde revela um atraso na chegada ao Brasil de doses prontas do imunizante de Oxford/AstraZeneca, previstas para o mês de março. Em fevereiro, a pasta anunciou que chegariam 4 milhões de doses prontas nos próximos dias e mais 4 milhões em abril.

Agora, a tabela atualizada pelo ministério mostra que não há mais previsão para as doses prontas da vacina chegarem em março, momento que o Brasil enfrenta o cenário mais grave da pandemia. A mudança no cronograma aconteceu, novamente, por questões diplomáticas: o governo da Índia tem feito pressão para que essas doses não saiam daquele país. O objetivo é acelerar a vacinação da população indiana.

A Fiocruz, responsável por negociar as doses prontas com o Instituto Sérum, trabalha para antecipar o envio do quantitativo ao Brasil. Uma fonte com acesso às negociações afirmou que prevê um mês de março ainda difícil em relação à imunização, mas que a expectativa é de um abril “bem melhor”.

Como forma de compensar atrasos no envio do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que possibilita a produção da vacina de Oxford no Brasil, a Fiocruz e a farmacêutica Astrazeneca passaram a negociar o envio de doses prontas do imunizante. O acordo previa o envio de 10 milhões de doses até abril. Desse lote, 2 milhões chegaram em fevereiro.

As 8 milhões de doses que faltam, segundo a nova previsão do Ministério da Saúde, serão escalonadas em quatro lotes de dois milhões, entregues entre abril e julho.

Neste mês, a Fiocruz entregará 3,8 milhões de doses da vacina de Oxford produzida com a matéria-prima enviada da China para o Brasil.

No total, o cronograma do Ministério da Saúde prevê 38 milhões de doses para este mês, incluindo 8 milhões da Covaxin, vacina que ainda não tem registro aprovado pela Anvisa.

A lentidão nas negociações da pasta para a compra de vacinas emperra ainda a aquisição de 161 milhões de doses pelo governo federal. A pasta está em tratativas, mas ainda sem fechar contrato, com quatro laboratórios: União Química, Pfizer, Janssen e Moderna.

Além das quantidades já divulgadas anteriormente, durante sessão no Senado nessa quinta-feira (4), o secretário executivo do ministério, Élcio Franco, apresentou uma planilha que mostra a aquisição de até 13 milhões de doses da Moderna, com disponibilização a partir de julho.

Uma tabela enviada a senadores por Franco mostra o atraso de doses em relação à previsão inicial anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em fevereiro. A baixa foi ocasionada pela produção brasileira da vacina AstraZeneca/Oxford e pela não assinatura do contrato com a Sputnik V. No novo cronograma, o País receberá 400 mil doses da vacina russa somente em abril e não em março, como estava previsto inicialmente.

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