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Política Novo partido União Brasil deve perder seus dois ministros no governo Bolsonaro

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Dirigentes da nova sigla avaliam que Onyx Lorenzoni e Tereza Cristina buscarão outra legenda. (Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição Arquivo)

O novo partido União Brasil, formado a partir da fusão entre PSL e DEM, deve perder seus dois ministros do governo Bolsonaro. Dirigentes das duas legendas apontam que Tereza Cristina (Agricultura), e Onyx Lorenzoni (Trabalho) devem migrar para outra sigla devido à conjuntura política em seus estados nas eleições de 2022. Os dirigentes, no entanto, dão como certa a filiação do ministro da Justiça, Anderson Torres.

Ex-secretário de Segurança Pública do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), Torres tem dito que pretende se candidatar ao Senado. Ele fez questão de participar do evento de fusão do DEM-PSL e, por isso, faltou ao primeiro dia da reunião do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, em Palmas. Só participou no segundo dia de evento, acompanhado do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), que deve comandar o União Brasil no Estado.

Tereza Cristina tem apoio do União Brasil para continuar na legenda. No entanto, o cenário político do Mato Grosso do Sul pode resultar em sua saída. A ministra pretende se candidatar ao Senado, mas a mesma cadeira é cobiçada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta caso o nome dele não decole numa eventual formação de chapa para a campanha presidencial. Essa situação pode levar Teresa Cristina a ir para o PP.

Já o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, tem incomodado integrantes do União Brasil com a insistência em pedir que o partido apoie o presidente Jair Bolsonaro. Lorenzoni apresentou dois requerimentos solicitando esse apoio. O primeiro foi ao DEM. Acabou indeferido. O segundo foi após a convenção de fusão das duas siglas e também foi rejeitado. Não bastassem as duas derrotas, o ministro tentou alterar um artigo do estatuto do novo partido que prevê que mudanças na legenda sejam aprovadas por 60% da executiva. Foi voto vencido.

Dirigentes acreditam que Lorenzoni deve se filiar ao mesmo partido de Bolsonaro. O presidente tem dito que namora o PP. Na última semana, durante a convenção que fundiu as duas siglas, Lorenzoni fez questão de mostrar que estava deixando o evento ao ouvir dos dirigentes a menção de que o União Brasil tem três pré-candidatos: Mandetta, o apresentador José Luiz Datena e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, afirmou que o partido tem um programa e quem não se adaptar poderá seguir outro caminho.

“Nós temos um programa e cada um tem que se adaptar àquilo. Eu sou partidarista. Qualquer um que esteja confortável ou desconfortável, que tome os caminhos que melhor lhe aprouver.”

O tabuleiro político de parlamentares também deve sofrer modificações. A estimativa de dirigentes do União Brasil é de que agora, logo após a aprovação da fusão, 20 deputados devam abandonar o partido. São 16 parlamentares do PSL, principalmente apoiadores de Bolsonaro, e quatro do DEM, com divergências a respeito do comando de diretórios regionais. A fusão das legendas permite que deputados saiam das siglas, mas não possibilita a entrada de novatos. A janela para novas filiações será em março.

O deputado Márcio Labre (PSL-RJ) diz que é difícil saber quem de fato vai sair porque muitos estão “jogando” e negociando condições para ficar, mas confirma sua intenção de deixar o partido.

“Já estava um clima ruim com a suspensão (que apoiadores de Bolsonaro sofreram) e agora ficou o ambiente perfeito para poder sair sem esperar a janela.”

Segundo Luis Miranda (DEM-DF), o União Brasil quer compensar as saídas e atrair 40 deputados na janela partidária em março do ano que vem, quando parlamentares serão liberados para sair de seus partidos.

“Isso é importante porque nossa estratégia é aumentar a bancada na Câmara dos Deputados na eleição e seria difícil atingir os votos necessários num partido pequeno.”

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