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Saúde Novo remédio para obesidade é seguro e pode reduzir até 20% do peso corporal

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Análogo do GLP-1 teve desempenho semelhante ao de medicamentos já aprovados, como Ozempic e Mounjaro.

Foto: Adobe
Uso prolongado off label do medicamento evidencia novos efeitos colaterais. (Foto: Adobe)

Uma substância da mesma classe da semaglutida, usada no Ozempic, e da tirzepatida, do Mounjaro, tem se mostrado promissora para o tratamento da obesidade. Em um estudo publicado no último dia 21, na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, pesquisadores demonstraram que a nova droga, chamada ecnoglutida, é segura e pode reduzir até 20% do peso corporal em adultos com sobrepeso ou obesidade sem diabetes.

Chamado de “SLIMMER”, o estudo foi financiado pela farmacêutica Hangzhou Sciwind Biosciences e foi conduzido na China com 664 adultos, divididos em quatro grupos: o primeiro recebeu doses semanais de 1,2 mg de ecnoglutida; o segundo, de 1,8 mg; o terceiro, de 2,4 mg e o quarto fez uso de um placebo. Todos eles também passaram por uma intervenção no estilo de vida.

A pesquisa mostrou que, na 40ª semana (pouco mais de 9 meses), a redução média do peso corporal foi de 9,1% para a dose de 1,2 mg, 10,9% para 1,8 mg e 13,2% para 2,4 mg. Já entre as pessoas que receberam o placebo praticamente não houve mudança. Apenas 16% dos participantes desse time conseguiram perder pelo menos 5% do peso.

Após 48 semanas (cerca de 11 meses), a perda de peso média entre os usuários aumentou para 9,9%, 13,3% e 15,4%, respectivamente. Além disso, na dose mais alta, cerca de 3 em cada 10 participantes conseguiram reduzir 20% ou mais do peso corporal.

A ecnoglutida também mostrou um perfil de segurança semelhante ao de agonistas do receptor de GLP-1 já aprovados. Os efeitos colaterais mais comuns foram classificados entre leves e moderados, e foram relacionados ao sistema digestivo, como náuseas. Somente dez participantes interromperam o uso da droga por conta desses eventos adversos.

Segundo os pesquisadores, a substância promoveu melhoras em fatores de risco cardíacos e metabólicos, além de redução do ácido úrico, cujos níveis altos estão associados a problemas como gota, resistência à insulina e obesidade. Os cientistas afirmam que esse efeito sugere benefícios metabólicos adicionais em comparação com outros agonistas do GLP-1.

O que é ecnoglutida?

A ecnoglutida, assim como a semaglutida e a tirzepatida, é um medicamento da classe dos análogos aos hormônios do intestino. A substância mimetiza os efeitos do hormônio GLP-1, que envia sinais de saciedade ao cérebro e ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue. A produção natural dessa substância é curta e o hormônio é muito degradado. Os medicamentos são úteis porque prolongam os seus efeitos.

Em relação aos antecessores, a diferença da ecnoglutida é que ela é ativada por monofosfato cíclico de adenosina, um tipo de molécula mensageira. Dessa forma, a droga atua predominantemente em uma via dentro das células, o que pode levar a efeitos terapêuticos mais direcionados. Esse tipo de análogo do GLP-1 é chamado tendencioso (ou biased, em inglês).

“Lá atrás, nos estudos de fase 1 e 2, observou-se que a ligação com o receptor de GLP-1 parece ser mais forte no caso da ecnoglutida, o que implica numa ação celular mais intensa”, explica o endocrinologista Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

O médico ressalta, porém, que ainda é cedo para avaliar se essa característica irá se traduzir em melhores resultados clínicos.

(Com informações do O Estado de S.Paulo)

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