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Saúde Novo “super whey protein” para envelhecimento ativo é desenvolvido por cientistas; entenda

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Nova fórmula combina vitaminas e minerais com ingredientes voltados à preservação muscular. (Foto: Freepik)

O whey protein, suplemento produzido a partir da proteína do leite, consolidou-se nos últimos anos como um dos produtos mais populares entre praticantes de atividade física e pessoas que buscam complementar a ingestão diária de proteínas. Tradicionalmente associado ao ganho e à manutenção da massa muscular, o suplemento passou a despertar o interesse da comunidade científica por seu potencial em outras áreas da saúde. Esse cenário motivou pesquisadores a desenvolverem uma versão conhecida como “super whey protein”, criada especialmente para atender às necessidades nutricionais da população idosa.

Segundo a equipe responsável pelo projeto, a nova formulação ainda está em fase de desenvolvimento, mas foi planejada para oferecer uma composição mais completa do que a encontrada nos suplementos convencionais. A proposta é reunir misturas de vitaminas e minerais de origem vegetal, láctea e híbrida, associadas a ingredientes que auxiliam na preservação da massa muscular. O objetivo é contribuir para um envelhecimento mais saudável, reduzindo a perda muscular, condição comum com o avanço da idade e que pode comprometer a mobilidade, a força e a qualidade de vida.

Entre os ingredientes selecionados para compor a fórmula estão sementes de cânhamo, cogumelos juba-de-leão e cacau, alimentos reconhecidos por suas propriedades nutricionais e compostos bioativos. As fontes de proteína também serão diversificadas, combinando alternativas de origem animal e vegetal. Entre elas estão a proteína do soro do leite, a caseína e a proteína extraída da semente de cânhamo. Além da preocupação com o valor nutricional, os pesquisadores também buscaram tornar o produto mais atrativo para o consumo, desenvolvendo versões nos sabores café e cacau.

O desenvolvimento desse novo suplemento conta com o apoio de uma tecnologia capaz de reproduzir, em laboratório, o funcionamento do sistema digestivo humano. O equipamento, descrito como um estômago artificial, foi desenvolvido na Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, que integra o Reino Unido. A ferramenta permite analisar como diferentes ingredientes e combinações de proteínas são digeridos e absorvidos pelo organismo antes da realização de testes em pessoas.

“Utilizamos um sistema de biorreator para replicar a função dos órgãos humanos envolvidos na digestão. Ele simula os fluidos digestivos e as condições encontradas à medida que o alimento se move pelo corpo, incluindo o controle preciso da temperatura e do pH. Por meio de uma série de bombas, introduzimos fluidos gástricos e intestinais simulados em câmaras sequenciais, imitando os diferentes estágios da digestão humana”, explica Thomas Wilson, que lidera a unidade de avaliação da qualidade de proteínas da universidade. (Com informações do jornal O Globo)

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