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Por Redação O Sul | 13 de julho de 2015
O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apresentou nesta segunda-feira (13), dia em que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) completa 25 anos, um balanço que aponta avanços gerados pela legislação brasileira nas áreas de saúde, educação e combate ao trabalho infantil. Apesar de o Brasil ter registrado evolução nesses índices ao longo da vigência do ECA, o Unicef ressalta que ainda é um “grande desafio” tentar reduzir os homicídios de crianças e adolescentes. Desde 1990, quando o estatuto entrou em vigor, dobrou o número de assassinatos de menores de 18 anos no País.
Segundo dados do Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), a quantidade de assassinatos passou de 5 mil casos por ano, em 1990, para 10,5 mil casos por ano em 2013. De acordo com os números, 28 crianças e adolescentes são assassinados por dia no Brasil.
O Unicef estima que, se as condições atuais forem mantidas, o País pode registrar 42 mil assassinatos de adolescentes entre 2013 e 2019. Segundo o balanço, as principais vítimas dos homicídios são meninos negros, pobres e que vivem nas periferias. A quantidade de assassinatos de adolescentes negros é quase quatro vezes maior do que a de brancos, segundo o Unicef. O órgão destaca ainda que o Brasil aparece em segundo lugar no ranking dos países com maior número de assassinatos de meninos e meninas de até 19 anos, atrás apenas da Nigéria. (AG)
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