Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020

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Rio Grande do Sul Número de famílias com contas atrasadas cresce no Rio Grande do Sul

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O percentual de famílias com contas atrasadas em junho deste ano cresceu para 27,8%

Foto: EBC
O percentual de famílias com contas atrasadas em junho deste ano cresceu para 27,8%. (Foto: EBC)

Em meio à instabilidade econômica e às incertezas sobre a retomada, o crescimento do número de pessoas com dívidas em atraso no Rio Grande do Sul é mais um ingrediente a preocupar o comércio gaúcho.

O percentual de famílias com contas atrasadas em junho deste ano cresceu para 27,8%. No mesmo período de 2019, esse índice era de 22,1%, segundo dados da Peic-RS (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomércio-RS.

O levantamento também mostra piora no nível de persistência da situação de inadimplência. A fatia de famílias no grupo das que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias quase dobrou, crescendo de 8%, em junho do ano passado, para 14,2% em junho de 2020.

Esses dois indicadores apresentam elevação desde abril. O percentual de endividamento – que também leva em conta as dívidas que estão sendo pagas — apresentou queda na comparação dos períodos.

Economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo avalia que esses resultados negativos são reflexos diretos da perda do emprego formal no Estado nos últimos meses, o que condiciona as famílias a priorizarem suas contas atuais em detrimento aos compromissos antigos. Patrícia destaca que eventual reversão do atraso de dívidas depende diretamente do restabelecimento da situação econômica e dos postos de trabalho, o que costuma levar tempo.

Economista-chefe da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Porto Alegre, Oscar Frank também entende que a piora na situação de inadimplência é puxada pela instabilidade no mercado de trabalho, mas não apenas em relação ao emprego com carteira assinada. Segundo o especialista, a pandemia também afeta as atividades informais, que sofrem com menos demanda.

O economista avalia que esse impacto negativo só não foi maior em razão de programas do governo federal para preservação do emprego. Frank não acredita em uma retomada rápida da economia e do consumo logo após a pandemia. Além de o processo de reabertura das atividades ser gradual, a necessidade do pagamento de dívidas contraídas durante a crise provoca lentidão na recuperação, segundo o especialista.

Juro alto é vilão do orçamento

Na inadimplência de junho deste ano, as famílias com renda abaixo dos 10 salários mínimos aparecem como as mais afetadas. Economistas apontam que a falta de orçamento mais robusto para remanejos reflete esse cenário.

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