Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de outubro de 2023
Apenas um dia depois do Hamas iniciar uma ampla ofensiva contra o Estado de Israel, considerada a maior em 50 anos, o número de mortos e feridos não parava de crescer. De acordo com o ministério da Saúde de Israel, a contagem oficial de mortos no país divulgada nesse domingo (8) já chegava a 700. No final da tarde, foram retirados mais de 250 corpos no local onde ocorria uma rave brasileira quando começaram os ataques do Hamas. Além disso, eram mais 2,3 mil feridos nos hospitais israelenses, sendo 365 em estado grave. Do outro lado, em Gaza, os números das autoridades locais apontavam para cerca de 413 mortos.
Mas este parece ser só o início de um conflito sangrento, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometer um ataque “com todas as forças” contra Gaza que deixará a cidade “em ruínas”. O governo de Israel instou a população palestina a deixar suas casas dentro de 24 horas e iniciou uma operação para evacuar os judeus que residem nos arredores da região.
O governo israelense informou que seu Gabinete de Segurança declarou o país oficialmente em guerra, após um ataque mortal do grupo terrorista Hamas no sul de Israel.
A decisão, anunciada nesse domingo autoriza formalmente “a tomada de medidas militares significativas”, disse o gabinete do premiê, em um comunicado. “A guerra que foi imposta ao Estado de Israel em um ataque terrorista assassino da Faixa de Gaza começou às 6h de ontem”, disse.
Uma questão importante agora era se Israel lançará um ataque terrestre em Gaza, uma ação que, no passado, causou um grande número de baixas. Netanyahu prometeu que o Hamas “pagará um preço sem precedentes”. Mas, ele advertiu: “Essa guerra levará tempo. Será difícil”.
As Forças de Defesa de Israel disseram no início desse domingo que haviam atingido 10 locais em Gaza. A sede da inteligência do Hamas, dois bancos e um complexo militar usado pelas forças aéreas do grupo foram atingidos, disse a IDF no Telegram. Uma instalação de produção de armas da Jihad Islâmica – um grupo menor baseado em Gaza que atacou Israel – também foi alvo.
A reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas terminou sem que houvesse um comunicado oficial do órgão nesse domingo. Foi a primeira vez que os 15 países do conselho trataram do confronto sem precedentes.
A reunião a portas fechadas foi convocada pelo Brasil, que exerce a presidência temporária do colegiado em outubro. A diplomacia dos Estados Unidos disse que um bom número de países condenou os ataques do Hamas e exigiu que cessem atividades terroristas. Mas também não deu detalhes.
O embaixador Sergio Danese, representante permanente do Brasil nas Nações Unidas, presidiu a sessão de consultas fechadas e disse que as ameaças e previsões de uma guerra “longa e difícil” – como disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu – devem ser deixados para políticos e militares.
“Esse tipo de avaliação deve ser deixada para os políticos e militares. O diplomata tem que pensar na possibilidade de que agora ou um pouco adiante se retome o caminho da paz e da negociação. É para isso que nós existimos”, disse Danese.
“A tônica das intervenções foi no sentido de se refletir sobre a necessidade de se voltar a um processo negociador o mais rápido possível”, limitou-se a dizer o embaixador. “Clima para negociação sempre há, a diplomacia sempre tem espaço, em qualquer situação que se esteja vivendo. É preciso buscar construir esse espaço, se não estiver evidente.” As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.
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