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Notícias O acampamento pró-Lula na porta da Polícia Federal em Curitiba fica esvaziado

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Em abril e maio, vigília em frente à sede da PF recebeu milhares de pessoas. (Foto: Joka Madruga/Agência PT)

Depois de 100 dias da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após condenação na Operação Lava-Jato, o número de manifestantes que mantém a vigília “Lula Livre” no entorno do prédio da Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, no Paraná, passou de quase 2 mil por dia para 200 pessoas por semana. De acordo com a direção do PT, ao todo, cerca de 100 mil pessoas já passaram pelo local.

O clima entre moradores da região e manifestantes, que já foi tenso nos primeiros dias da prisão do petista, agora é mais ameno. A maior parte das pessoas que se concentram na porta da PF não dorme mais em barracas próximas, mas em alojamentos emprestados ou casas de amigos e parentes, conforme o jornal O Estado de S.Paulo.

Mesmo assim, moradores ainda reclamam da mudança de rotina no bairro, já que diversas ruas, quadras inteiras, estão protegidas por faixas de segurança, além das constantes manifestações de apoio ao ex-presidente. Todos os dias, os manifestantes gritam “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” a Lula.

Nesta segunda-feira deverá haver uma audiência de conciliação promovida pelo MP (Ministério Público), envolvendo PT e movimentos sociais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), grupos de direita, como o MBL (Movimento Brasil Livre), e a PF (Polícia Federal), para tratar do futuro da vigília pró-Lula.

“A gente não tem paz, não consegue sair de casa. Dizem que o ex-presidente é um preso político, mas na verdade hoje eu é que me sinto refém do PT”, criticou a consultora de seguros Vivian Comin, em entrevista ao Estadão. Ela afirma que os apoiadores do petista intimidam moradores contrários à vigília.
Já a costureira Rosa de Fátima Trento Espíndola, também vizinha da vigília, apoia a causa e até auxilia os manifestantes com o seu trabalho. “Acho que os moradores acabaram entendendo que cada um tem seu livre arbítrio. Acredito que, em relação aos que não apoiam [o manifesto], a situação está mais tranquila”, declarou.

Dede o dia 7 de abril, quando o ex-presidente decidiu deixar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, depois de três dias, manifestantes pró-Lula decidiram permanecer em frente à sede da Polícia Federal, onde o ex-presidente está detido.

Lula foi condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá, no Litoral de São Paulo. A pena definida pela 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) foi de 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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