Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de novembro de 2018
A juíza federal Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro nos processos da Operação Lava-Jato, em Curitiba (PR), concedeu às defesas prazo até esta segunda-feira (19), para os últimos pedidos na ação do caso do sítio de Atibaia. Na última quarta-feira (14), a magistrada interrogou o ex-presidente Lula e o pecuarista José Carlos Bumlai, os últimos investigados a serem ouvidos neste processo.
“Conforme solicitados pelas defesas, eventuais requerimentos de diligências complementares da fase do artigo 402 do Código de Processo Penal poderão ser apresentados até o dia 19 de novembro de 2018”, decidiu a juíza.
“Após, venham os autos conclusos para análise dos pedidos.”
O próximo passo na ação penal serão as alegações finais. Esta será a parte derradeira do processo, na qual o Ministério Público Federal – que acusa – e as defesas apresentarão suas argumentações e pedidos a serem considerados pela Justiça.
Lula falou por cerca de 3 horas em seu interrogatório. Após o depoimento, na Justiça Federal de Curitiba, ele retornou à carceragem da Polícia Federal, escoltado por um forte aparato de agentes armados.
O ex-presidente ocupa uma sala especial na sede da PF de Curitiba.
Esta foi a terceira vez que Lula foi ouvido como réu da Lava-Jato. A primeira foi em 10 maio de 2017, a segunda, em 13 de setembro. Em ambas as audiências foi interrogado pelo juiz Sérgio Moro.
No processo do sítio de Atibaia, Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Operação Lava-Jato sustenta que o petista foi beneficiário de R$ 1,02 milhão, supostamente repassados pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, na forma de melhorias da propriedade rural localizada no interior de São Paulo que seria de uso do ex-presidente.
Ele foi interrogado por Gabriela Hardt, que assumiu as ações penais da Lava-Jato em Curitiba. Moro deixou a operação e se desligou dos processos para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro.
Emabtes
Nos últimos 30 minutos do interrogatório do ex-presidente Lula nesta quarta (14), a juíza Gabriela Hardt chamou a atenção do petista. Segundo a magistrada da Operação Lava-Jato, Lula estaria “instigando e intimidando” o Ministério Público Federal.
Preso desde 7 de abril, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex, o ex-presidente pela primeira vez deixou a sala especial que ocupa na sede da Polícia Federal para se deslocar, sob forte escolta, até o gabinete de Gabriela, na Justiça Federal.
Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter sido contemplado pelas empreiteiras OAS e Odebrecht e também pelo amigo pecuarista José Carlos Bumlai com um valor total de R$ 1,02 milhão para obras de reforma e melhorias do sítio Santa Bárbara, no município de Atibaia, interior de São Paulo. O ex-presidente nega ser o dono do imóvel.
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