Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2015
Quando falamos do relacionamento entre agências e anunciantes, muitas vezes fazemos uma analogia com o casamento. E realmente são muitas as semelhanças: sedução na conquista, paixão para manter vivos os interesses mútuos no dia a dia e muito amor para dar vida longa à relação.
Sabemos que são inúmeros e variáveis os fatores que fazem uma relação ser sustentável, mas, no caso da parceria agência-cliente, a confiança é, sem dúvidas, o fator chave para o sucesso. E não tem jeito: confiança implica em transparência, cumplicidade e respeito, independente da natureza da relação. Saber o que podemos dar e o que o outro pode oferecer é uma fórmula matemática que alinha expectativas e evita frustrações.
Se viver junto é uma troca, trabalhar junto não é diferente. Os objetivos também são comuns. Se de um lado temos um cliente sedento por inovação, grandes ideias e soluções “out of the box” que o ajude a buscar os melhores resultados, por outro temos profissionais que buscam uma relação intensa, desafiadora – criativamente falando, de respeito e de credibilidade. Mas tudo isso é muito claro quando os ventos sopram a favor. A questão é: como fica esta relação em tempos de estagnação econômica, consumo retraído e pressão por resultados
É aí que a força das relações é posta à prova. É na maré baixa, no vento contrário que o verdadeiro teste acontece. Assim como no casamento que não vai bem e a mínima crise separa o casal, uma parceria menos comprometida também pode virar história. O contrário ocorre quando a relação é sólida e a crise serve para unir ainda mais aqueles que estão firmes no mesmo propósito, seja ele afetivo ou institucional.
#Comofaz?
Com ventos soprando sem direção certa, como se tornar ou se manter memorável quando estamos em fase de puxar o freio, com receio de investir e inovar? Como manter a relevância do trabalho da agência, com motivação e criatividade, em um cenário tenso e pessimista?
Flexibilidade.. É preciso ser flexível, se adaptar à nova realidade que veio pra ficar (enquanto ficar). Em momentos de instabilidade se destacam aqueles que são resilientes, que trocam o tempo de reclamar pela intensidade e disposição para encontrar alternativas. Se o cenário mudou, mudam também as perspectivas, o ponto focal pra entendermos as mudanças e nos reinventarmos com a mesma intensidade, velocidade e eficácia.
No fim das contas, para o saldo da relação cliente-agência se manter positivo, a fórmula continua sendo a soma de esforços em busca de alternativas. Para diminuirmos a insegurança, investimos em conhecimento. Para gerar valor, multiplicamos o talento e o trabalho integrado. E para manter a qualidade, dividimos os resultados. A fórmula parece simples e até bem conhecida, mas exige atenção de agências e clientes dispostos a manter a aliança saudável com esses ventos revoltosos. Tem que ser bom para ambos, tem que ser verdade para os dois lados – na alegria e na tristeza, sem essa de até que a crise nos separe.
Liana Bazanela – Diretora Executiva da Debrito Sul e Vice-presidente do Grupo de Atendimento RS
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