Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020

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Rio Grande do Sul O aumento do nível dos rios por causa da chuva já castiga diversas áreas do Rio Grande do Sul. Desabrigados passam de 7 mil

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Nas ilhas do Guaíba, diversas famílias precisaram deixar suas casas. (Foto: Jefferson Bernardes/PMPA)

As enchentes que atingem diversas áreas do Rio Grande do Sul nos últimos dias já deixaram mais de 7 mil gaúchos desabrigados ou desalojados, de acordo com um balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na tarde deste sábado (11). Dentre os municípios mais castigados estão e Eldorado do Sul e São Jerônimo (Região Metropolitana), Igrejinha (Vale do Paranhana), Roca Sales e Lajeado (Vale do Taquari).

Os níveis elevados dos rios continuam preocupando as autoridades. A Defesa Civil e a Comissão Permanente de Atuação em Emergências colocaram em prática um plano de contingência para atender moradores de regiões afetadas. Situações de maior gravidade devem ser comunicados por meio dos telefones 199 ou 193 (Corpo de Bombeiros).

De acordo com um informe da Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) distribuído de manhã, a previsão meteorológica é de que as bacias dos rios dos Sinos e Gravataí continuem com os seus níveis subindo ao longo desta semana. O mesmo prognóstico vale para o Jacuí e do Guaíba.

Capital

Em Porto Alegre, a prefeitura monitora a cheia do Guaíba e mantém o alerta para atender famílias ribeirinhas que precisem deixar suas casas devido à inundação, sobretudo nas região das Ilhas – historicamente castigadas pelos efeitos da chuva. Na tarde deste sábado (11), o nível da água se estabilizou em cerca de 2,6 metro, segundo a Defesa Civil municipal – mais que o dobro do normal, que é de 1,2 metro.

Equipes do órgão e da Fasc (Fundação de Assistência Social e Cidadania) avaliam a situação das famílias nessas áreas. Um abrigo foi montado na Escola Estadual Alvarenga Peixoto, na Ilha dos Marinheiros. A previsão era que 13 pessoas de seis famílias fossem recebidas no local até o início da noite. Já na Ilha do Pavão, foram entregues 150 cobertores e seis sacolas de roupas para 75 famílias.

Conforme o diretor-geral da Defesa Civil da Capital, coronel Evaldo de Oliveira Júnior, na manhã deste domingo (12) os pontos de acolhimento estão sendo desinfectados com a pulverização das substâncias quaternário de amônia e biguanida, a cargo da empresa Unicontrol. Trata-se do mesmo procedimento adotado desde o final de março em unidades de saúde e locais públicos de grande circulação.

Os serviços são doados por empresas que estão ajudando a SMS (Secretaria Municipal da Saúde) e SMSUrb (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos) no combate ao coronavírus, com materiais, veículos, equipamentos e mão-de-obra próprios. “Essa e outras ações reforçam a limpeza diária que já é realizada pelas equipes do DMLU [Departamento Municipal de Limpeza Urbana]”, ressalta a prefeitura.

(Marcello Campos)

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