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Brasil O Banco Central vai dar uma pausa no corte da taxa básica de juros

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Não objeção do novo presidente do Brasil foi fundamental para que Ilan fosse eleito em primeiro turno.(Foto: Reprodução)

O presidente do BC (Banco Central), Ilan Goldfajn, declarou em coletiva de imprensa, que de acordo com o cenário atual, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve adotar uma pausa na flexibilização monetária após a próxima reunião. Ele sinalizou que o grupo deve cortar a Selic (taxa básica de juros) em mais 0,25 ponto percentual, fazendo com que os juros ficassem em 6,25% ao ano.

A “pausa” ocorreria após a próxima reunião, em maio, mas, segundo o presidente do BC, as decisões vão depender do cenário econômico. “Quando a gente olhar no meio do ano e estivermos olhando majoritariamente para 2019, nós vamos analisar o que já ocorreu, as projeções para mais à frente, vamos olhar os riscos que se apresentam e só depois tomar uma decisão”, apontou. “Isso significa que nós podemos pausar por algum tempo”, completou. A interrupção seria necessária para avaliar os “passos” do Copom.

Ele destacou que a “parte mais difícil da política monetária vai começar”, que é a de assegurar que a trajetória de inflação venha a convergir, numa velocidade adequada para a meta, é assegurar conquistas de índice de preços e juros baixos, para se manterem por um tempo prolongado. Ele fez questão de diferenciar que é preciso fazer com que o cenário positivo seja estrutural, em vez de conjuntural.

As declarações ocorrem depois que a autarquia divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, que prevê crescimento de 2,6% e inflação de 3,8% em 2018. Ele apontou que foi o “melhor relatório de inflação” que leu nos últimos tempos

Goldfajn apontou que o país está crescendo de forma “consistente”, mas que é preciso dar continuidade às reformas, citando a mudança no sistema previdenciário e a autonomia do Banco Central. Ele destacou que o cenário externo atual é benigno, com juros mais baixos, com fluxo de capital e crescimento global. Mas, se ocorrer o contexto se tornar “mais adverso”, a não aprovação de medidas reformistas poderiam potencializar “riscos”.

Quanto à autonomia do BC, o presidente da autoridade monetária alegou que a discussão sobre a proposta está “andando bem”. “O governo está avaliando a melhor forma legislativa de encaminhar o projeto. Está indo de acordo com o esperado”, disse. Perguntado se o texto será aprovado ainda este ano no Congresso Nacional, Goldfajn respondeu: “eu espero que sim”. Goldfajn também destacou que, com a saída do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, da pasta, as políticas econômicas e monetárias não vão mudar.

Cheque especial

Goldfajn também destacou que a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) vai anunciar, em abril, mudanças no cheque especial. De acordo com ele, a medida visa mudar o ambiente de créditos no país e reduzir o spread bancário.

O presidente do BC também afirmou que os juros bancários estão caindo de forma “mais ou menos compatível” com outras experiências de cortes, mas defende que gostaria de uma queda mais rápida das taxas bancárias. “E nós estamos trabalhando para isso”, afirmou, destacando que o BC está adotando medidas para ampliar a concorrência e diminuir custos.

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