Sexta-feira, 27 de março de 2026
Por Rogério Pons da Silva | 23 de março de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Dizia Dom Quixote:
“Sabe, Sancho, que todas estas tempestades que nos afligem são sinais de que logo o tempo há de serenar, e as coisas, enfim, hão de nos sorrir; pois não é possível que o mal, como tampouco o bem, durem para sempre. Assim, tendo o mal persistido por tanto tempo, o bem já deve estar próximo…”
Miguel Cervantes
É justamente na sabedoria de Dom Quixote de Cervantes que está a expectativa de muitos brasileiros.
De que em breve iremos inaugurar um novo tempo.
Pelo desenrolar dos acontecimentos atuais estamos bem próximos deste novo tempo , e assim retomar a normalidade institucional, com a luz sobre os fatos e estes demonstrando por si sem necessidade de ouvir outras interpretações.
Ahhh!! vai …
Este tempo virá pois é impossível esconder muitas falsidades por muito tempo.
Os poderes, os políticos e as instituições irão corrigir os nossos rumos sob pena de jogarem o país numa bancarrota sem precedentes na história.
As instituições, os políticos, a imprensa cada uma em sua seara terão que se corrigir e possivelmente arrisco dizer que haverá algumas intervenções pontuais executadas por agentes externos.
Por hora, para a sociedade só mesmo as expectativas da chegada da luz sobre a escuridão que paira sobre o país.
Quando os tempos de normalidade institucional a coerência e o bom senso voltarem, os olhos da nação consciente cairão sobre alguns personagens da vida pública.
Ahh!! vai.…
E quem seriam eles?
Sabemos de alguns de cor. Os que poderiam ter feito algo e nada fizeram, os omissos por interesses ou covardia.
Aqueles que detinham o poder e instrumentos para manter a legalidade e o respeito às leis.
Onde estavam?
Naquele tempo escuro do receio de dar opiniões, onde um deputado foi preso por crime de opinião.
Onde estavam os agentes públicos, autoridades que detinham o poder para barrar os desatinos dos que usurparam a lei ?
Os superiores na hierarquia, se não desmoralizados pela verdade, irão alegar que nada sabiam, já os subordinados como sempre, apelam para a teoria da obediência devida:
– Estava cumprindo ordens!
Será essa a desculpa?
No novo tempo, aqueles que por medo ou conivência nada fizeram serão finalmente cobrados pela omissão ou por coisa pior.
Teremos as “caça às bruxas” ?
A história nos ensinou , principalmente aos que já viveram mais tempo, que:
Ainda oscilamos em instabilidades institucionais por nossas imaturidades políticas ou ignorância mesmo.
Está mais do na hora de sacudida!
Dom Quixote está certíssimo em sua sabedoria de ” sonhador” que enfrentava moinhos, o mal está há tanto tempo presente é sinal que o bem não tardará a chegar.
Aguardemos vigilantes!
Rogério Pons da Silva
Empresário e Jornalista
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Verdadeiro, mas diferentemente da história de D.Quixote nossos moinhos são de verdade.
Vamos aguardar a chegada da luz para espantar as sombras.