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Brasil O Brasil começou a construir um satélite 100% nacional

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Orçado em quase R$ 8 milhões, equipamento será usado na agricultura. (Foto: Reprodução)

Começou a ser desenvolvido o projeto-piloto do primeiro satélite 100% feito pela indústria nacional. Com a assinatura do contrato para o projeto, em Florianópolis (SC), a unidade Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) Instituto Senai de Inovação e a empresa Visiona Tecnologia Espacial iniciarão o desenvolvimento de um programa orçado em R$ 7,8 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões serão financiados sem reembolso pela Embrapii.

O objetivo é colocar o satélite em órbita a partir de 18 meses, após o desenvolvimento do segmento espacial e do sistema de terra — com estação para controle e rastreio do satélite —, e utilizá-lo para experiências a partir da coleta de dados e imagens.

Além de o País avançar na indústria espacial, entre as possibilidades estão o monitoramento da agricultura e da pecuária em locais afastados, o controle de frotas de ônibus escolares e até mapas de calor para definir a distribuição de unidades de ensino em determinado lugar.

De acordo com Pierre Mattei, diretor de inovação do Senai de Santa Catarina, com o projeto o País poderá avançar em seu nível de maturidade para as tecnologias que faltam ao Brasil. “É um projeto absolutamente estratégico, vai permitir geração de empregos e produtos de alto valor agregado, que vão gerar impostos”, afirmou.

O satélite será o primeiro a ser desenvolvido pela indústria, mas outros do gênero já foram feitos no País, segundo ele. “Temos alguns 100% nacionais feitos por universidades, mas a indústria nunca lançou um satélite completo, feito totalmente pela indústria nacional”, disse.

A intenção é desenvolver um satélite de pequenas dimensões que atinja 600 km de altitude — considerada baixa — e tenha peso de 11 quilos.

Sem foguete

Um empecilho para definir a data exata do lançamento é o fato de o Brasil não dispor de um foguete lançador. “Vamos olhar no mundo quais foguetes serão lançados em 18 meses, verificar um disponível e aí o contratamos, a partir da altura e formato que desejamos”, afirmou Mattei.

Diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães disse que o satélite terá enorme importância para a agricultura de precisão e para as cidades inteligentes. “Muitos setores serão beneficiados com esse tipo de atividade. Esse projeto fazia muita falta, pois o Brasil precisa desenvolver seus próprios satélites”, disse.

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial está em seu quarto ano de operação e prevê ultrapassar nos próximos quatro meses o montante de R$ 1 bilhão aplicados em inovação. Em 2015, eram 10 as empresas beneficiadas e, hoje, são 340. “Passamos de 9 projetos para 470, e de R$ 10 milhões para R$ 740 milhões aplicados no período”, afirmou.

 

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