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Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2018
O Ministério da Saúde informa que o Brasil confirmou 164 mortes por febre amarela desde julho de 2017 até o dia 20 de fevereiro de 2018. No último monitoramento divulgado, no dia 16 de fevereiro de 2018, o País contabiliza 154 mortes. O maior número de mortes é no Sudeste – com uma morte no Distrito Federal. São 77 mortes em Minas Gerais, 57 em São Paulo e 29 no Rio de Janeiro.
Até o momento, o Brasil tem 545 casos confirmados. Em relação ao último boletim, os casos confirmados também aumentaram. No dia 16, a pasta contabilizava 464. O Ministério da Saúde ainda analisa 422 casos suspeitos. No total, 1.773 casos foram notificados; desses, 685 foram descartados.
No ano passado, de julho de 2016 até 20 fevereiro de 2017, eram 557 casos confirmados e 178 óbitos confirmados. A febre amarela é mais comum no verão e a pasta tem publicado boletins periódicos sobre os casos a partir dos dados das secretárias estaduais.
Cobertura vacinal baixa
O Ministério da Saúde reforça a necessidade de aumento da vacinação, principalmente na região Sudeste, que conta com campanhas ativas e maior número de casos e mortes.
Dados de até segunda-feira (19) apontam que Rio de Janeiro e São Paulo vacinaram 5,1 milhões de pessoas — o que corresponde a 25,1% da população-alvo. O ideal é que a vacina chegue a 95% das pessoas candidatas à vacina.
A doença
Conforme o site do Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo dez dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
A transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados – não há contágio direto entre pessoas. O tratamento requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.
A única forma de evitar a doença é a vacinação, gratuita e disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser feita dez dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.
A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença (zona rural da Região Norte, Centro-Oeste, Estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).
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