Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de fevereiro de 2020
O País alcançou uma taxa de informalidade de 41,0% no mercado de trabalho no trimestre até dezembro de 2019, com 38,735 milhões de trabalhadores atuando na informalidade, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de informalidade média do ano de 2019 foi de 41,1%, recorde na série histórica iniciada em 2016.
O Brasil teve um contingente médio de 38,363 milhões de trabalhadores informais no ano passado, maior patamar já registrado pela pesquisa. O setor público fechou 43 mil vagas em um trimestre, mas contratou mais 45 mil em relação a um ano antes. Já o trabalho doméstico absorveu mais 79 mil pessoas em um trimestre. No período de um ano, há 99 mil pessoas a mais no trabalho doméstico.
O resultado do trimestre até dezembro foi puxado tanto pela população de trabalhadores atuando por conta própria quanto pela de pessoas trabalhando sem carteira assinada no setor privado. O trabalho por conta própria alcançou 24,557 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em dezembro. Em apenas um ano, o trabalho por conta própria ganhou a adesão de 782 mil pessoas.
Em um trimestre, foram 123 mil trabalhadores a mais nessa condição. O trabalho sem carteira assinada no setor privado cresceu para 11,855 milhões de ocupados nessa situação. O emprego sem carteira no setor privado aumentou em 367 mil vagas em um ano. Em um trimestre, foram 18 mil trabalhadores a mais.
Carteira assinada
Em relação ao trimestre que foi de julho a setembro, o contingente de trabalhadores com carteira assinada teve um acréscimo de 883 mil pessoas nos últimos três meses do ano, indo de 33,075 milhões no terceiro trimestre a 33,668 milhões entre outubro e dezembro.
“O maior destaque foi o aumento de 1,8% no contingente de empregados no setor privado com carteira assinada, em relação ao trimestre anterior, atingindo 33,7 milhões; enquanto o número de trabalhadores sem carteira assinada permaneceu estável, com 11,9 milhões”, diz o IBGE.
Segundo o instituto, houve um crescimento expressivo do emprego com carteira assinada, com expansão de 1,8%, o que não ocorria desde o início da série, em 2012. “Mas, ainda que o crescimento no quarto trimestre seja um dos maiores da série, o quantitativo de 33,7 milhões, ainda é cerca de 3 milhões inferior ao recorde da série, alcançado em 2014, quando foram registrados 36,7 milhões”, destaca Adriana Beringuy.
Dos grupos de atividades que tiveram aumentos no contingente de ocupados na comparação com o trimestre anterior, o IBGE destaca o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,1%, ou mais 376 mil pessoas); alojamento e alimentação (3,3%, ou mais 179 mil pessoas); e outros serviços (3,0%, ou mais 151 mil pessoas).
Houve redução nos grupos Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 178 mil pessoas). Na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2018 o instituto observou aumento na indústria (3,3%, ou mais 388 mil pessoas); alojamento e alimentação (5,2%, ou mais 282 mil pessoas); e outros serviços (4,5%, ou mais 221 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
O número de pessoas desocupadas procurando por emprego ou de subocupadas (aquelas que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar um período maior) chegou a 27,6 milhões no ano passado. Trata-se do maior valor da série e 79,3% acima do menor patamar registrado pelo órgão (15,4 milhões), apurado em 2014.
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