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Geral O Brasil enviou uma proposta para os Estados Unidos lançarem foguetes a partir do nosso território

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A Base de Alcântara, no Maranhão. (Foto: Instituto de Aeronáutica e Espaço/Divulgação)

O Brasil enviou ao governo dos Estados Unidos uma proposta de acordo para permitir a utilização da Base de Alcântara, no Maranhão, para lançamento de satélites americanos e de outras nações que utilizam tecnologia do País. O documento está sob análise do Departamento de Estado há dois meses.

Essa negociação começou há mais de 15 anos e sofreu um revés com a rejeição do acordo original pelo Congresso brasileiro em 2001, sob o argumento de que os termos violavam a soberania nacional. O embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, disse que a proposta foi revisada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e enviada ao Departamento de Estado.

“O acordo não passou em nosso Congresso porque, talvez, fosse um procedimento mais intrusivo que o justificável para a proteção da propriedade intelectual da informação e dos equipamentos que são sensíveis”, afirmou o diplomata.

O embaixador dos EUA no Brasil, Michael McKinley, observou que as exigências americanas de segurança e proteção de informações continuam as mesmas. Mas ressaltou: “Agora é um momento novo e um momento de avaliação das propostas feitas. Temos que esperar a avaliação”.

Os dois diplomatas participaram na terça-feira (26) de plenária anual do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, em Washington (EUA). Ambos disseram não saber quando o processo de análise será concluído.

“Ninguém questiona a proteção da informação, da tecnologia e dos equipamentos, mas questiona o grau de interferência no processo de lançamento dos foguetes”, ressaltou Amaral. O embaixador disse ainda que o acordo é importante não apenas para permitir lançamentos de todos os equipamentos que tenham tecnologia americana.

A negociação com os Estados Unidos foi retomada com a posse de Michel Temer (PMDB) e o fracasso da cooperação fechada por sua antecessora, Dilma Rousseff (PT), com a Ucrânia. Depois de consumir US$ 1 bilhão em investimentos, o acordo não teve resultados concretos.

 

tags: Brasil

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