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Brasil “O Brasil não admite mais discriminação”, disse Manuela D´Ávila

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A pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D'Ávila. (Foto: Reprodução)

A sociedade brasileira não admite mais tratamentos diferenciados para homens e mulheres, comentou Manuela D’Ávila a respeito de sua participação no programa Roda Viva.

Na entrevista exibida pela TV Cultura no último dia 25, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República queixou-se de ser interrompida constantemente pelos entrevistadores. O caso gerou debate nas redes sociais sobre machismo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

“Eu vi uma reação grande da sociedade. Isso é o novo. O novo é a sociedade brasileira dizer que não admite mais tratamento diferenciado para mulheres e homens”, disse Manuela à reportagem após debate com estudantes na Casa do Saber, em São Paulo.

Na internet, Manuela reproduziu memes e textos que diziam ter sido vítima de machismo no programa. À reportagem ela evitou usar o termo machismo.

“Basta tabular e ver. O bom é que as pessoas puderam chegar a suas próprias conclusões vendo o programa. Não é uma questão de uma pergunta ser boa ou ruim. Não está no campo da subjetividade. Está no campo da objetividade, daquilo que pode ser contabilizado.”

Segundo um levantamento do jornal Folha de S.Paulo, a pré-candidata do Rio Grande do Sul foi interrompida ao menos 40 vezes durante a entrevista.

Em sua participação no programa recentemente, a presidenciável da Rede, Marina Silva, foi interrompida apenas 3 vezes. Os também pré-candidatos Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT), 9 e 8 vezes, respectivamente.

A banca de entrevistadores era composta pelos jornalistas Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo), Letícia Casado (Folha de S.Paulo), João Gabriel de Lima (revista Exame), o bacharel em filosofia Joel Pinheiro da Fonseca (colunista da Folha de S.Paulo) e o diretor da Sociedade Rural Brasileira Frederico D’Ávila, coordenador do programa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na área.

Frederico perguntou quatro vezes a Manuela se ela defenderia a castração química para estupradores. Queixou-se que ela não respondeu.

Sobre esse tema, Manuela afirmou à reportagem: “Basta ver o vídeo para ver o que penso”.

No Roda Viva, após Frederico defender a castração como modo de pôr fim a esses crimes, Manuela rebate que a principal atitude é “acabar com a cultura do estupro no Brasil”.

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