Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2021
O Ministério da Saúde recebe neste domingo (21) a primeira remessa de vacinas adquiridas por meio do consórcio global Covax Facility. A chegada está prevista para às 18h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Neste primeiro lote, o Brasil vai receber 1.022.400 de doses da vacina de Oxford fabricadas na Coreia do Sul. Mais 1,9 milhão de doses devem chegar até o final do mês de março.
As doses chegam ao país por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O cronograma inicial prevê 2,9 milhões de doses em março e outras 6,1 milhões até maio, sendo que o acordo do Brasil com a aliança global de vacinas prevê 42,5 milhões de doses para 2021.
O consórcio foi criado com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e a produção de imunizantes contra a covid-19, permitindo o acesso justo e igualitário às vacinas através das parcerias com os laboratórios.
Para o mês de março, o cronograma do Ministério da Saúde prevê a entrega de um total de 30 milhões de doses: 23,3 milhões do Instituto Butantan, enviados em remessas semanais e distribuídas na mesma periodicidade; 3,8 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, produzida na Fiocruz; e mais 2,9 milhões de doses do mesmo imunizante adquiridos via consórcio Covax Facility.
Intubação
Os medicamentos estéreis (injetáveis) poderão ser transportados às distribuidoras e instituições de saúde enquanto as empresas fabricantes ainda realizam os testes de controle de qualidade. A decisão foi tomada, em caráter excepcional, em Circuito Deliberativo, pela diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visa agilizar o acesso, principalmente, aos medicamentos utilizados para intubação de pacientes, no contexto da pandemia de covid-19.
O medicamento, porém, só pode ser utilizado no paciente após o fabricante comunicar sobre a aprovação do produto nos testes de esterilidade, no tempo de sete dias de incubação. Atualmente, este prazo é maior.
Os medicamentos estéreis são injetados nos pacientes e, por isso, precisam passar por um processo para eliminar todos os contaminantes. De acordo com a Anvisa, o encurtamento do tempo de incubação no teste não representa risco ao paciente.
“O teste de esterilidade realizado no produto acabado deve ser considerado apenas como uma das últimas medidas de controle pelas quais é assegurada a esterilidade. No entanto, outras medidas são utilizadas ao longo da produção para garantir a esterilidade de um medicamento estéril”, informou a agência, em comunicado.
Na sexta-feira (19), a Anvisa adotou uma série de medidas para evitar o desabastecimento de medicamentos, oxigênio e dispositivos médicos necessários para o combate da pandemia de covid-19 no País. Os medicamentos usados para a intubação de pacientes também obedecerão temporariamente a regras mais simples de fabricação e de venda.
Os comentários estão desativados.