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Brasil O Brasil rejeitou o pedido da Arábia Saudita para cortar a produção de petróleo

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a (Foto: Valter Monteiro/Petrobras)

O Brasil rejeitou um esforço informal do governo da Arábia Saudita para participar do empenho da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para cortar a produção e reduzir o excesso de oferta global de petróleo, que tem pressionado os preços internacionais e prejudicado os grandes produtores da commodity.

O secretário de petróleo e gás do ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, afirmou à agência de notícias Reuters que o País tem sido “sondado” periodicamente para tratar do tema e que, na semana passada, foi procurado por um assessor do ministro de energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih.

No entanto, Félix destacou que a legislação e o posicionamento de mercado do Brasil impedem uma participação do País na Opep. Além disso, destacou que o País está em busca de aumentar a produção para atrair mais investimentos.

“Eles estão preocupados com o crescimento da produção do Brasil… A gente já explicou por que o Brasil não pode fazer isso”, afirmou Félix, em uma entrevista por telefone.

O telefonema da Arábia Saudita ocorreu dias após petroleiras gigantes, como a Shell, terem arrematado áreas em uma abertura histórica para operadores estrangeiros do cobiçado pré-sal brasileiro, parte da tentativa do País para aumentar agressivamente a produção nos próximos anos.

A produção de petróleo no Brasil – maior produtor de petróleo da América Latina – subiu 3%em setembro para 2,65 milhões de bpd (barris por dia) em relação ao mês de agosto, de acordo com os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A agência reguladora prevê ainda que a produção no Brasil poderá dobrar para mais de 5 milhões de bpd até 2027.

No fim do ano passado, Félix chegou a participar de um encontro de membros e não membros da Opep, mas se posicionou contra o corte de produção fechado na época, o primeiro acerto do gênero desde 2008.

“(Eles) não desistem fácil, não”, disse Félix.

Em um acordo atual, a Opep, liderada pela Arábia Saudita, concordou em restringir a produção em 1,8 milhão de barris por dia, juntamente com outros países, incluindo a Rússia, até março de 2018.

Uma reunião da Opep está marcada para o fim deste mês e há grande expectativa para uma extensão do acordo.

Os preços do petróleo atingiram máximas desde meados de 2015 na segunda-feira, após o príncipe herdeiro da Arábia Saudita consolidar seu poder ao longo do fim de semana em uma repressão contra a corrupção.

tags: Brasil

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