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Brasil O Brasil tem o maior número absoluto de homicídios do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde

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Foram registrados 64,9 mil homicídios durante um ano, segundo dados de 2016. (Foto: EBC)

O Brasil é o país com o maior número absoluto de assassinatos, com 64,9 mil homicídios registrados durante um ano, segundo levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), publicado nesta quinta-feira (4). O estudo mostra estatísticas globais referentes a mais de uma dezena de indicadores sobre a saúde no mundo.

Os dados são referentes ao ano de 2016, último ano em que OMS tem todos os dados de seus 190 países. Dessa forma, é possível um avaliação mais certeira e completa das regiões. As informações são de Jamil Chade e vêm de Genebra.

Depois do Brasil, o segundo país com maior número de homicídio é a Índia, com 54 mil casos registrados. Em seguida, vem o México, com 21,5 mil mortos. Atrás do país latino, aparece o vizinho dele, os Estados Unidos, com registro de 21 mil homicídios.

A quinta posição é ocupada pela Colômbia, onde foram assassinadas 20,9 mil pessoas em 2016, contra 18,5 mil na África do Sul e Paquistão, que ocupam o sexto e o sétimo lugar, respectivamente. Na lista dos dez países com maior número de assassinatos, ainda aparecem a Nigéria, a Rússia e a Venezuela.

Brasil é o nono mais perigoso

Apesar de ser o líder com o maior número de homicídios, o Brasil ocupa a nona posição como o país mais perigoso do mundo. Aqui, foram registradas 31,3 mortes para cada cem mil pessoas em 2016. Em Honduras, lugar considerado o mais perigoso do mundo, há uma média de 55,5 assassinatos para cada cem mil pessoas.

Os dados da OMS mostram também que, dos dez países mais perigosos para se viver no mundo, oito estão na América Latina e Caribe. Em segundo lugar, em a Venezuela, com 49,2 homicídios para cada cem mil pessoas. El Sabavor vem logo em seguida, seguido de Colômbia, Trinidad e Tobago e Jamaica.

Acesso desigual aos serviços de saúde

As mulheres vivem mais do que os homens no mundo, principalmente em países ricos. O relatório anual World Health Statistics 2019 – desagregado por sexo pela primeira vez – explica por quê. “Dividir os dados por idade, sexo e grupo de renda é vital para entender quem está sendo deixado para trás e por quê”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde.

“Por trás de cada número nessas estatísticas mundiais de saúde está uma pessoa, uma família, uma comunidade ou uma nação. Nossa tarefa é usar esses dados para tomar decisões políticas baseadas em evidências, que nos aproximem de um mundo mais saudável, seguro e justo para todos”, acrescentou.

A diferença entre a expectativa de vida de homens e mulheres é menor nos locais onde as mulheres não têm acesso aos serviços de saúde. Em países de baixa renda, onde os serviços são mais escassos, 1 em 41 mulheres morre por causa materna, em comparação com 1 em 3.300 em países de alta renda. Em mais de 90% dos países de baixa renda, há menos de quatro enfermeiras(os) e parteiras(os) por mil pessoas.

As atitudes para a atenção à saúde diferem. Nos lugares onde homens e mulheres enfrentam a mesma doença, eles muitas vezes procuram menos cuidados de saúde do que elas. Em países com epidemia generalizada de HIV, por exemplo, os homens são menos propensos do que as mulheres a fazer o teste de HIV, menos propensos a ter acesso à terapia antirretroviral e mais propensos a morrer de doenças relacionadas à AIDS do que as mulheres. Da mesma forma, os pacientes com tuberculose do sexo masculino parecem ser menos propensos a procurar atendimento do que os pacientes com tuberculose do sexo feminino.

O relatório também destaca a diferença nas causas de morte entre homens e mulheres – algumas biológicas, algumas influenciadas por fatores ambientais e sociais e algumas afetadas pela disponibilidade e aceitação dos serviços de saúde.

Das 40 principais causas de morte, 33 contribuem mais para reduzir a expectativa de vida em homens do que em mulheres. Em 2016, a probabilidade de uma pessoa de 30 anos morrer de uma doença não transmissível antes dos 70 anos de idade era 44% maior em homens do que em mulheres.

As taxas globais de mortalidade por suicídio foram 75% mais altas em homens do que em mulheres em 2016. As taxas de mortalidade por acidentes de trânsito são duas vezes mais altas em homens que em mulheres de 15 anos e as taxas de mortalidade por homicídio são quatro vezes maiores em homens do que em mulheres.

Publicado para coincidir com o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, que neste ano se concentra na atenção primária à saúde como a base da cobertura universal de saúde, as novas estatísticas da OMS destacam a necessidade de melhorar o acesso aos cuidados de saúde primários em todo o mundo e aumentar a adesão.

tags: Brasil

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