Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Brasil O Brasil teve uma média móvel de 1.208 mortes por coronavírus, a mais alta já registrada

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Resultado significa que, para homens com 85 anos ou mais, o risco de morrer aumenta de 17% para 25%. (Foto: Reprodução)

A média móvel de mortes por covid-19 voltou a bater recorde no domingo (28) e chegou a 1.208, segundo balanço mais recente do consórcio de veículos de imprensa formado. O levantamento é feito com base nos dados das 27 secretarias estaduais de Saúde.

No sábado (27), a média móvel, referente aos dados dos últimos sete dias, havia ficado em 1.180, até então o recorde da pandemia. O indicador elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana.

Ainda de acordo com os dados coletados pelo consórcio de veículos de imprensa, 6.576.109 pessoas já receberam a primeira dose da vacina no País. Destas, 1.933.404 tomaram também a segunda. Nas últimas 24 horas, 56.088 doses foram aplicadas.

Tentando evitar o colapso no sistema de saúde e frear a disseminação do vírus, governadores e prefeitos estão adotando medidas mais rígidas de isolamento social. No Estado de São Paulo foi adotado um “toque de restrição” para autuar e conter aglomerações entre as 23 horas e as 5 horas. Além disso, seis regiões do Estado, incluindo a Grande São Paulo, saíram da fase amarela para a laranja.

Ao menos outros 10 Estados também decretaram restrições de circulação de pessoas, fechamento de estabelecimentos comerciais e até lockdown. De acordo com o Boletim do Observatório Covid-19, da Fiocruz, 17 capitais brasileiras estão com ocupação de leitos de UTI de pelo menos 80%.

No domingo (28), o Ministério da Saúde informou que foram registrados 34.027 novos casos e mais 721 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 10.551.259 pessoas infectadas e 254.942 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados. Ainda de acordo com o órgão federal, 9.411.033 pessoas já se recuperaram da doença no País.

Março

O médico e neurocientista Miguel Nicolelis afirmou que o mês de março pode ser não apenas o pior momento da pandemia no país, mas também o pior momento da história do Brasil devido ao alto número de mortes que poderá ser registrado por causa da covid-19. “Março pode ser pior momento desde início da pandemia e, eu ouso dizer, da história do Brasil, porque nunca tivemos um evento capaz de matar tantos brasileiros em tão pouco tempo como o que nós estamos passando”, declarou Nicolelis, em entrevista à rede CNN Brasil.

Nicolelis apontou alguns fatores para que contribuíram para o país chegar a esse cenário alarmante, entre eles a falta de colaboração das pessoas, que insistem em fazer aglomerações, e de uma campanha nacional e unificada que alerte sobre a gravidade da pandemia. “Esse é um problema que vem desde o começo da pandemia, notoriamente por causa de falta de uma mensagem clara, transparente, objetiva e verdadeira da gravidade do que essa pandemia”, afirmou.

Defensor de um lockdown nacional para reduzir o número de casos e óbitos, o neurocientista disse que medidas de restrição mais brandas como as adotadas pela maioria dos estados e municípios são insuficientes, neste momento, para evitar um colapso do sistema de saúde.

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