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Brasil O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse que tem a “tentação” de fechar agências reguladoras

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Presidenciável diz que o presidente do PDT responde a processo na esfera cível e não penal. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Ao comentar que as agências reguladoras se tornaram “antro de corrupção e emparelhadas de politiqueiros”, o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou que sua “tentação” é fechá-las: “Eu não sei se vou fechar, mas vou convocar o empresariado brasileiro para a gente discutir”, afirmou, defendendo uma gestão “técnica e profissional” do setor.

Ele criticou a gestão, por exemplo, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Em palestra na Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) nessa segunda-feira em São Paulo, o pedetista afirmou que é preciso “chamar o de volta” o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiamentos, “à moda antiga”.

O presidenciável também aproveitou a ocasião para alfinetar seus adversários. Disse que Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) mentem quando falam de teto de gastos. E falou que nem o próprio Jair Bolsonaro (PSL) entende o fenômeno que protagoniza.

“Ele representa uma coisa profunda que nem ele imagina o que significa. Bolsonaro representa a negação da política e da democracia e a vontade de tocar fogo para ver se nasce alguma coisa no lugar”, ironizou Ciro. “A gente pode ir rindo, mas ele está em primeiro lugar nas pesquisas.

“Ele vai num telejornal desses, as pessoas vão lá mostrar que ele é homofóbico. Ora, ele está aí porque é homofóbico. Vão mostrar que ele é misógino. Ora, ele está aí porque é misógino. Vão mostrar que ele detesta esse negócio de cota para negro, direito para gays. Ora, ele está aí por causa disso”, afirmou.

Alckmin

Sobre Alckmin, o pedetista afirmou que seu partido, o PSDB, por intermédio do [hoje senador] José Serra”, pelo sistema tributário brasileiro. E tem como mentor Fernando Henrique Cardoso, “o presidente que mais aumentou a carga tributária da história brasileira”, respondeu. “FHC quebrou o País três vezes.”

“E Alckmin, quando sugere simplificar cinco impostos em um só, o ‘IVA’, acaba se contradizendo, porque se posicionou contra a mudança quando era governador de São Paulo”. O pedetista também atacou o tucano ao dizer que o governo paulista fez acordo com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o que o tucano nega.

“Está documentado isso”, declarou Ciro. “Tem depoimento de um delegado.” Questionado sobre quais documentos sustentam sua afirmação, ele disse para a repórter “deixar de ser preguiçosa e olhar no Google”.

Ele se referiu ao caso de 2015, quando um delegado afirmou que o governo chegou a um consenso durante os ataques em série cometidos pelo PCC em 2006, mas o acordo nunca foi confirmado.

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