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Brasil O candidato à Presidência da República que defender as reformas vai “cravar acerto do governo”, diz Temer

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(Foto: Beto Barata/PR)

Em um recado ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (18) que qualquer candidato à sucessão presidencial que apoiar as atuais reformas estruturais terá cravado a gestão peemedebista em sua campanha eleitoral.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada no domingo (17), o presidente da Câmara disse que a base aliada não precisa de um candidato ao Palácio do Planalto que faça uma tatuagem “eu sou Michel Temer” na testa. Segundo ele, o nome da continuidade precisa apenas ter uma agenda de reformas.

No discurso em evento da Fundação Ulysses Guimarães, entidade peemedebista, o presidente da República afirmou que foi acertada a tese do governo de defender as reformas no País e disse que enfrentou uma oposição feroz dos partidos de oposição. “Quem for candidato a presidente e disser que vai continuar ou que terá um governo também de reformas, estará cravando na sua campanha eleitoral a tese do acerto do nosso governo. E estará gravado o governo Michel Temer no programa que vai ser estabelecido para o futuro por nós, que ousamos fazer uma revolução na política administrativa e econômica do nosso País”, disse.

A declaração de Maia causou mal-estar no Palácio do Planalto e foi interpretada como uma tentativa do parlamentar de se distanciar publicamente do governo peemedebista, que apresenta baixos índices de aprovação popular. O presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, adotou a mesma linha de Temer. Segundo ele, o candidato da base aliada terá de ter um compromisso com o legado do atual governo. “Se não tiver [compromisso], estará jogando fora a eleição e partindo sozinho, porque estaremos defendo o nosso legado na discussão eleitoral do próximo ano”, disse.

No discurso, Temer afirmou ainda que não desistiu da reforma previdenciária porque é o tema do momento. “É um tema que estamos enfrentando e que vamos levar adiante”, disse. Por falta de votos, a proposta ficou para fevereiro, o que aumentou o pessimismo no mercado financeiro sobre a sua aprovação, já que se tratará de um ano eleitoral.

Maia

Rodrigo Maia disse na sexta-feira (15), em Fortaleza, que o seu partido tem “toda a condição de ter um bom candidato a presidente da República” em 2018. Ele agradeceu a lembrança de seu nome feita por aliados, mas descartou entrar na disputa.

“Agradeço muito a lembrança dos meus aliados, mas eu já disse a todos que eu sou candidato a deputado federal. Tenho ajudado o Brasil e o meu Estado como presidente da Câmara. Se eu conseguir renovar meu mandato de deputado, eu continuarei ajudando o Brasil nas grandes reformas e também o meu Estado”.

Questionado se haveria tempo para se construir essa candidatura ao Planalto, uma vez que outros partidos já largaram na frente apresentando seus pré-candidatos, Maia respondeu positivamente. “Acho que a sociedade só vai começar a olhar eleição lá pelo mês de abril”, disse.

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