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O cerco vai se fechando

Desmentir Palocci passa a ser o pior desafio de Lula. (Foto: ABr)

Como em uma guerra, a tropa acuada esperava que a bomba viria de um lado, detonada por Antonio Palocci. Há 15 dias, disse ter muito a contar. O artefato, porém, surgiu de outro lado. Renato Duque, indicado pelo PT para uma das direções da Petrobras, declarou ontem que Lula tinha conhecimento de tudo e o comando das operações de desvios era seu. Hoje será mais um dia de desmentidos, como nas delações anteriores. O que está mais do que comprovado até aqui é o método científico da Polícia Federal em todas as fases da Operação Lava-Jato. Passo a passo, fecha o cerco.

Quem ganha, quem perde

Os governos reclamam sempre da falta de recursos, mas se retraem quando é preciso analisar se a desoneração de impostos se traduz em redução de preço ou se transforma em margem de lucro. Será tão difícil fazer isso?

Discursos virulentos

O deputado federal Jones Martins atribuiu, ontem, a existência de 14 milhões de desempregados às tentativas frustradas dos governos do PT, ao longo de 14 anos, para aprovar as reformas trabalhista e previdenciária, “porque faltou a eles articulação”.  Acrescentou: “É incrível como nós vemos discursos virulentos de uma oposição que quer passar a ideia de que não tem nada a ver com isso”.

Nova direção

O PT elege hoje o novo presidente estadual. Concorrem candidatos de três correntes internas: Ary Vanazzi (Articulação de Esquerda), Pepe Vargas (Democracia Socialista) e Ivar Pavan (Unidade na Luta).

Cataplasmas do Executivo

No país que alimenta siglas de aluguel, vale lembrar declaração do senador José Gomes Pinheiro Machado, emmaio de 1915, sobre partidos: “É onde há convicções, há embate. As idéias lutam. Triste do país onde não há partidos. Revela o desânimo e a fadiga dos homens. Partidos políticos querem dizer arregimentação de homens ao lado de ideias e aspirações. O que cumpre é que sejam realmente partidos, organizações de indivíduos que têm programas definidos, pelos quais trabalham com sinceridade”.        Quantos dos atuais se enquadram nesse conceito? Oito, nove no máximo. O resto virou aglomerações infundadas na fila para receber dinheiro do fundo partidário, negociar cargos e que são “cataplasmas do poder Executivo”, expressão de Pinheiro Machado.

 Querem uma beirinha

Há mais 50 partidos na fila de espera do Tribunal Superior Eleitoral. Muitos dos que preencherem os trâmites legais buscarão alianças equivalentes a ajuntamentos de espertos, ávidos para ganhar e ocupar as sesmarias públicas. Sem contar que entrarão na divisão do Fundo Partidário, cujo total ultrapassa 1 bilhão de reais por ano.  Os atuais partidos querem aumentar para 3 bilhões o Fundo Partidário em ano eleitoral. Tipo do projeto para ser votado em sessões noturnas do Senado e da Câmara dos Deputados, quando os holofotes ficam fracos.

 Freio conjunto     

O atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais provoca efeito cascata: muitos lojistas passarão a recolher impostos após as datas de vencimento.

É preciso mais   

Muitos acreditam que a continuidade do calendário eleitoral e a posse dos escolhidos bastam para garantir a Democracia.

Percepção

A expressão mais corriqueira entre políticos se refere ao aparecimento, por enquanto, apenas da ponta do iceberg.

Sem limites

Existe algum exagero em chamar de volúpia arrecadatória o que atinge os governos?

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