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Brasil O Conselho de Previdência autorizou a liberação da aposentadoria para a ex-presidente Dilma

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Proposta sobre o tema permite que reeleito responda por ato praticado em mandato anterior. (Foto: Fernando Donasci/Twitter/Dilma Rousseff)

A 3ª Câmara do Conselho de Recursos da Previdência — última instância do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para recursos administrativos — decidiu que a ex-presidente Dilma Rousseff tem direito à aposentadoria concedida em 2016. De acordo com o Conselho, não há irregularidades em considerar como tempo de serviço o tempo de anistiada politica da época da ditadura militar.

O benefício liberado para a ex-presidente — cerca de R$ 5 mil — estava sob análise após suspeitas de irregularidades na concessão da aposentadoria. O INSS, então, cancelou o pagamento imediatamente, até que o Conselho chegasse a uma decisão. O julgamento no Conselho da Previdência é a última instância administrativa para recursos. A partir de agora, caso recorra da decisão, o INSS terá que ir à Justiça comum.

A aposentadoria da ex-presidente Dilma levantou suspeitas do INSS após ter sido concedida com rapidez. Na época, as suspeitas eram de que o ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas, teria agido internamente no INSS para que o benefício fosse liberado. Porém, juridicamente, o INSS usava como argumento o tempo de trabalho da ex-presidente como servidora no Rio Grande do Sul no período da ditadura.

Na defesa de Dilma, os advogados argumentaram que a ex-presidente deixou o cargo que ocupava, em 1977, devido a perseguição política e que, por isso, o tempo de anistiada deveria ser contabilizado como tempo de trabalho e contribuição, suficientes para o cálculo da concessão da aposentadoria. Na decisão, o relator do caso, Guilherme Lustosa, afirmou que em razão da anistia concedida, o contrato de trabalho firmado ficou válido e ininterrupto entre 1975 e 1990, ano da readmissão da ex-presidente. O voto foi confirmado por unanimidade. Procurado, o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) informou que o INSS tem 30 dias para avaliar a decisão da 3ª Câmara do Conselho de Recursos da Previdência.

Nomeação

No Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff fez uma série de postagens criticando o “sim” de Sérgio Moro ao convite para assumir Superministério da Justiça. O juiz da Lava-Jato, aceitou o pedido feito por Jair Bolsonaro.

Na rede social, a ex-presidente fez quatro publicações. Nelas, Dilma fala, por exemplo, que “de modo ilegal, contra a Constituição, como reconheceu o STF” o Juiz Moro autorizou a gravação e vazou conversa dela com Lula, “alimentando o processo de impeachment.” Durante postagens, Dilma também afirma que Moro “condenou e determinou a prisão sem provas” do ex-presidente Lula.

A série de tuítes terminou com “o rei está nu.” Porém, Dilma chegou a fazer uma quinta publicação, escrevendo em caixa alta “o juiz está nu”, mas apagou logo em seguida.

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