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Por Redação O Sul | 13 de fevereiro de 2020
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“As conseqüências do Covid-19 para a demanda global de petróleo serão significativas”, disse a agência usando o nome científico do vírus. “Um declínio na demanda é esperado em 435 mil barris por dia (bpd) no primeiro trimestre, o primeiro declínio trimestral em mais de uma década”, aponta o relatório.
A AIE também reduziu sua previsão de demanda para 2020 825 mil barris ao dia, 365 mil a menos que na estimativa anterior feita em janeiro, o menor nível desde 2011. Para a agência, a atividade econômica deverá começar a voltar ao normal a partir do segundo trimestre.
No período de abril a junho, a agência espera que a demanda por petróleo cresça 1,2 milhão de barris/dia antes de se normalizar no terceiro trimestre, com um aumento de 1,5 milhão de barris por dia devido às medidas de estímulo econômico que devem ser aprovadas por Pequim.
A agência aponta ainda “uma importante desaceleração do consumo de petróleo e da economia da China em seu conjunto” enquanto persistir o impacto mundial da epidemia. Em 2019, a China representou mais de 75% do crescimento da demanda de petróleo.
“A China foi responsável por cerca de três quartos do crescimento da demanda global no ano passado. Antes do surto de Covid-19, era esperado que impulsionasse um terço do crescimento do consumo de petróleo bruto em 2020.Mas, agora, estimamos que será menor que um quinto “, acrescentou a AIE.
A organização também prevê uma diminuição na demanda por petróleo da OPEP e que o aumento na produção de empresas dos Estados Unidos não seja afetado até o final do ano.
Prédio evacuado
As autoridades de saúde de Hong Kong monitoram o surgimento de dois novos casos de Covid-19, infecção provocada pelo novo coronavírus. A suspeita é de que o vírus tenha se espalhado pelos encanamentos de um edifício.
Na terça-feira (11), um prédio de 35 andares foi evacuado e mais de 100 pessoas não puderam voltar para casa após a confirmação de que dois moradores estavam com Covid-19: uma mulher de 62 anos, que mora no 3º andar, e um vizinho não identificado do 13º.
“Não estamos seguros de quem foi o vetor de transmissão”, disse a agência France Presse, Wong Ka-hing, porta-voz do Centro de Defesa Sanitária.
O prédio evacuado, Hong Mei House, faz parte do condomínio Cheung Hong Estate, onde vivem cerca de 3 mil pessoas no noroeste da cidade.
Epidemia de Sars
Durante a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), houve registro da transmissão da doença de forma similar a identificada nesta semana.
Foi o caso do edifício residencial Amoy Gardens, que infectou 321 moradores e matou 42. Naquele período, entre 2002 e 2003, quase 300 pessoas morreram de Sars em Hong Kong.
A investigação mostrou que o vírus circulava verticalmente pelos canos dos banheiros e passava rapidamente de um apartamento para outro. A doença começou com um chinês que estava com diarreia e que visitou o irmão que morava no prédio.
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