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Geral O coronavírus faz a Nasa interromper os projetos da missão rumo à Lua

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A missão Artemis pretende levar humanos de volta à Lua. (Foto: Reprodução)

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio a Nasa, agência espacial norte-americana. A construção e testes envolvendo o futuro foguete da missão Artemis, que seria usado para levar humanos à Lua, estão suspensos temporariamente.

Dois centros de operações da agência estão passando por várias mudanças em meio à nova doença, a Covid-19. São eles: o Michoud Assembly Facility, na Louisiana, e o Stennis Space Center, no Mississippi. Ambos nos Estados Unidos.

As atividades das duas instalações estão dentro do estágio 4 de emergência e cuidados usados pela Nasa. É o mais restrito e determina que seus funcionários trabalhem em esquema de home office, todas as viagens ficam proibidas e o trabalho local deve ser suspenso — exceto os que servem para “proteger a vida e a infraestrutura crítica”.

As medidas de segurança foram determinadas após um colaborador do centro Stennis Space ter sido infectado pelo novo coronavírus. Os Estados Unidos têm registrado um forte crescimento no número de infectados.

A Nasa ainda avalia quais são as equipes que ainda precisam essencialmente ir até os locais das instalações.

Marte

Um fato engraçado aconteceu em Marte, mas não tem nada a ver com alienígenas ou ficção científica. Depois de ficar presa ao solo, a sonda da missão InSight, da Nasa, teve de dar um tapa em si mesma para se soltar.

A InSight, lançada em maio de 2018, cava buracos na superfície marciana para analisar as mudanças de temperatura do planeta e entender se o núcleo de Marte se parece com o da Terra. Para isso, usa dois instrumentos: um sismógrafo (que mede os terremotos e atividades sísmicas do planeta) e uma sonda de penetração, apelidada de “toupeira”, que mede a temperatura do solo e tenta desvendar seu histórico térmico.

A Nasa queria que a sonda abrisse caminhos, mas, por um erro de previsão, a britadeira espacial ficou emperrada no solo por um ano. O chão de Marte é mais denso do que os cientistas estimaram.

Para resolver isso, a equipe da Nasa fez com que a sonda se batesse com sua própria pá. Apesar de cômico, o momento foi tenso. Os engenheiros passaram meses treinando a manobra.

Dar um comando à “toupeira” de se bater foi uma medida arriscada e de último recurso, já que poderia danificar os fios de energia e comunicação do equipamento. Mas, deu tudo certo.

“Algumas boas notícias de Marte: nossa nova abordagem de usar o braço robótico para empurrar a toupeira parece estar funcionando! As equipes estão entusiasmadas com as imagens e planejam continuar essa abordagem nas próximas semanas”, diz um tuíte da agência.

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