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Economia O crédito consignado do INSS serve de chamariz para criminosos

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Beneficiários não precisam antecipar o comparecimento à agência bancária para liberar o pagamento. (Foto: Agência Brasil)

Um golpe muito comum aplicado é o do empréstimo consignado, que é descontado diretamente na folha de pagamento. As taxas mais baixas do mercado – para o funcionalismo público está em 1,75% ao mês e, no caso dos segurados o teto é de 2,08% ao mês –, fazem com que esse tipo de crédito seja atrativo para aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e fraudadores.

Em fevereiro, o jornal O DIA mostrou o caso de Pedro de Oliveira Santos, 65 anos, morador de Vila Isabel. “No ano passado precisei de um empréstimo e fui a um agente autorizado na Rua Senador Dantas, no Centro da cidade, levei os documentos, assinei os papeis. Saiu tudo certinho”, conta o aposentado, que passou a acompanhar os descontos mensais. Mas, no mês seguinte, ele percebeu um valor maior no débito mensal da aposentadoria. “Vi o desconto, mas deixei como estava. Em dezembro veio um novo débito. Foi quando decidi ir a um posto do INSS pedir um extrato de empréstimo consignado e descobri dois empréstimos e uma renegociação de dívida que eu não fiz”, diz.

Segundo o aposentado do INSS, foi aprovado um crédito de R$ 2,6 mil em sua conta corrente por uma financeira, em seguida um empréstimo de R$ 1,5 mil em banco que “não se sabe onde o dinheiro foi parar” e uma renegociação de dívida, no mesmo banco, cujo valor não foi informado.

O aposentado reclamou no INSS, deu parte na delegacia e agora passa por transtorno para não ter o desconto feito no seu contracheque. “Estamos aguardando o exame grafotécnico para provar que eu não assinei os papéis”, lamenta.

A burocracia para resolver o problema é criticada pelo advogado Herbert Alencar, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB Barra. “Não é possível que autorizem descontos imediatos (no contracheque do aposentado) e agora para resolver a situação leve tanto tempo”, alega o advogado. Algumas medidas devem ser tomadas para evitar cair nessa “roubada”. Verificar as cobranças é a principal orientação.

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