Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

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CAD1 O crescimento da economia gaúcha no primeiro semestre foi o maior dos últimos seis anos

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O levantamento foi feito pela Fiergs. (Foto: Agência Brasil)

Enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,7% no primeiro semestre deste ano, no Rio Grande do Sul a soma das riquezas produzidas aumentou 3,8%. Na avaliação de técnicos do governo gaúcho, desde 2013 a economia do Estado não crescia tanto na primeira metade do ano.

Ao apresentar os dados na tarde dessa segunda-feira, o DEE (Departamento de Economia e Estatística) da Seplag (Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão) frisou que cenário local foi fortemente influenciado pela agropecuária (7,2%) e indústria (5,5%). O excelente resultado, porém, deve ser comemorado com cautela, advertiram representantes do órgão.

“O crescimento do primeiro semestre de 2019 se deu sobre uma base deprimida, devido à estiagem e à greve dos caminhoneiros, que ocorreram na primeira metade de 2018”, ponderou o pesquisador de economia Roberto Rocha, da Seplag.

Ele elogiou o desempenho segmentos como o automotivo: “A produção de automóveis, implementos e carrocerias contribuiu decisivamente para o crescimento de 6,4% da indústria de transformação no período”.

A dinamização da agropecuária e de segmentos da indústria do Rio Grande do Sul também fez com que os serviços crescessem mais do que na média nacional, com 1,8%, em comparação com 1,2% do País.

Segundo a titular da Seplag, Leany Lemos, o quadro atual mostra a “força da economia do Estado”. Disse, ainda, que a divulgação do indicador pelo DEE faz parte de uma estratégia da pasta para “melhorar a gestão pública, aumentar o volume de informações qualificadas para a sociedade e dar base para decisões do setor privado”.

Ela enalteceu, ainda, as medidas que vêm sendo tomadas para reformar a máquina pública e auxiliar na atração de investimentos: “Se não equacionarmos a crise fiscal, o governo estadual não poderá realizar os investimentos fundamentais ao crescimento da economia”.

Acumulado do ano

Ainda de acordo com o documento, a taxa acumulada em quatro trimestres do PIB gaúcho ficou em 3,9%, o que demonstra um processo de recuperação da economia do Estado. A expansão no período de um ano (até junho de 2019) foi resultado do crescimento da agropecuária (6,2%), da indústria (5,8%) e dos serviços (1,6%).

“Em relação à trajetória da economia brasileira pós-crise, nota-se que o Rio Grande do Sul apresenta uma recuperação mais acelerada, notadamente quando comparada com a estagnação do desempenho nacional neste ano”, acrescenta o estudo.

Para a chefe da Divisão de Indicadores Estruturais do DEE, Vanessa Sulzbach, apesar de estarmos com crescimento significativo há quatro trimestres seguidos, a tendência é de que as taxas se arrefeçam a partir do terceiro trimestre de 2019.

“Em parte porque a influência da agropecuária se concentra na primeira parte do ano, e também porque os indicadores mais recentes da indústria já sinalizam uma certa desaceleração em alguns segmentos”, atribui.

Além disso, acrescenta, as perspectivas para a economia brasileira, importante mercado dos produtos gaúchos, dão conta de um crescimento inferior a 1%.

(Marcello Campos)

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