Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de setembro de 2018
O Datafolha cancelou registro de pesquisa eleitoral nacional que seria realizada desta terça-feira (4) a quinta (6) devido à impugnação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O registro da pesquisa para presidente da República, de código BR- 02553/2018, foi feito na sexta-feira (31), antes do término da votação do TSE que vetou a candidatura de Lula, na madrugada de sábado (1º).
Como o questionário contemplava cenário com o nome do candidato impedido, o instituto decidiu não aplicá-lo. O Datafolha registrou nova pesquisa, que será realizada e divulgada na segunda (10).
Ibope
O Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) suspendeu, pelo menos por enquanto, a divulgação da pesquisa presidencial contratada pelo Estadão e pela Globo que deveria ir ao ar nesta terça. A informação foi divulgada pela revista Crusoé.
De acordo com a reportagem, o instituto questiona o TSE sobre se pode divulgar a pesquisa com o nome de Lula, declarado inelegível na madrugada de sábado (1º). O TSE ainda não se pronunciou.
Propaganda
Depois da decisão do TSE, que negou o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava-Jato –, o PT manteve o discurso e afrontou a Justiça eleitoral no programa eleitoral na TV e nas ruas insistindo na postulação do ex-presidente nas eleições 2018. No palanque eletrônico do partido, Lula dividiu o protagonismo com o candidato a vice na chapa, Fernando Haddad, sem que ficasse indicado claramente quem é o presidenciável petista. O ex-presidente, inclusive, teve mais exposição no programa que o seu provável sucessor.
A propaganda da sigla foi aberta com uma mensagem que classificava a decisão do TSE como “mais um duro golpe” contra “a vontade do povo”. “A coligação ‘O Povo Feliz de Novo’ vai entrar com todos os recursos pelo direito de Lula de ser candidato”. Em uma declaração exibida no programa, o ex-presidente também atacou, sem especificar casos, as decisões judiciais. “Sei como vou passar pela história. Não sei como eles vão passar. Se eles vão passar como juízes ou algozes.”
Em visita a Garanhuns (PE) no sábado, Haddad também discursou contra a decisão do TSE e disse que o partido vai lutar para manter a candidatura do ex-presidente. A jornalistas, o ex-prefeito de São Paulo disse que “a Justiça eleitoral neste caso talvez não seja a última palavra”.
“Ele precisa de nossa solidariedade e empenho, lutar por ele hoje é lutar pela democracia”.
Em sessão extraordinária que durou mais de dez horas e terminou na madrugada de sábado, o TSE barrou o registro da candidatura de Lula e deu um prazo de dez dias para a troca da cabeça de chapa. A Corte, porém, autorizou a veiculação do programa presidencial do PT no horário eleitoral, desde que o ex-presidente não apareça como candidato.
Por 5 a 2, os ministros haviam determinado que o partido não veiculasse a propaganda eleitoral até a troca do presidenciável, mas, ao fim da sessão, a Corte Eleitoral, em reunião fechada, reviu a decisão e liberou o horário eleitoral da legenda.