Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020

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Brasil Datafolha mostra que parcelas mais ricas da população se dividem na avaliação do governo

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Os católicos seguem fazendo uma avaliação mais crítica do que os evangélicos do desempenho do presidente da República. (Foto:Alan Santos/PR/Agência Brasil)

Com a avaliação quase inalterada na base da pirâmide econômica, a maior mudança na percepção do governo de Jair Bolsonaro ocorreu nas elites, revela a mais recente pesquisa Datafolha. Na comparação com o levantamento anterior, os brasileiros que ganham de cinco a dez salários mínimos expressaram uma visão mais crítica, enquanto os que têm renda acima dessa marca ampliaram a aprovação.

No primeiro time, os que taxam a gestão como ótima ou boa recuaram de 43% para 37%. No segundo, saltaram de 41% para 52%. Entre os com renda de cinco a dez salários mínimos, a avaliação de Bolsonaro oscilou para pior em todos os quesitos. Além do número dos que veem o seu governo como ótimo e bom ter encolhido, o dos que o classificam como regular passou de 26% para 29%, e o dos que o tratam como ruim ou péssimo subiu de 28% para 32%.

Já a percepção dos mais ricos fez trajetória oposta. Na faixa dos que ganham mais de dez salários mínimos, além do salto na aprovação do presidente, o índice dos que veem a sua gestão como regular passou de 26% para 15% e como ruim ou péssima caiu de 37% para 32%.

Os católicos seguem fazendo uma avaliação mais crítica do que os evangélicos do desempenho do presidente da República. No primeiro segmento, 66% dizem que Bolsonaro fez menos do que eles esperavam. No segundo, o índice de frustração é de 56%.

Entre os eleitores que apontam o PSL como partido de preferência, os que diziam que o presidente fez menos do que eles esperavam totalizavam 13% em abril. Agora são 24%.

Pesquisa

A pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (08) pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que 33% dos brasileiros entrevistados consideram o governo do presidente Jair Bolsonaro ótimo/bom; 31%, regular; 33%, ruim ou péssimo; e 2% não sabem ou não responderam.

Com isso, Bolsonaro se mantém como o presidente da República em primeiro mandato com a pior avaliação a esta altura do governo desde Fernando Collor de Mello, em 1990. Aos seis meses na cadeira, Collor tinha uma aprovação igual à de Bolsonaro (34%), mas 20% de rejeição. Todos os outros presidentes em primeiro mandato desde então se deram melhor nas avaliações.

O levantamento do Datafolha foi realizado nos dias 4 e 5 de julho com 2.086 entrevistados com mais de 16 anos, em 130 cidades do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

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