Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2016
A reação da presidenta Dilma Rousseff diante da operação montada pela PF (Polícia Federal) para ouvir o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi decidida na hora do almoço e tomou forma quando ministros do PT se reuniram na sede do partido, em Brasília.
Foi ali que todos destacaram a urgência de uma demonstração de força do Palácio do Planalto contra o que chamaram de arbitrariedade cometida pela PF e pelo MP (Ministério Público) contra Lula. “Penso que foi um exagero essa condução coercitiva”, disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, antes de se dirigir para o encontro. Auxiliares de Dilma mostraram muita preocupação com o agravamento da crise e o distanciamento entre o PT e o Planalto.
Dilma, que antes das 7h andou de bicicleta nas imediações do Palácio da Alvorada, também ligou à tarde para o padrinho político, manifestando solidariedade. Quem estava ao lado do ex-presidente disse que ele ficou com a voz embargada.
Pela manhã, quando Lula foi levado para depor, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, recebeu de pesos-pesados do PT o aviso de que, se não houvesse forte reação do governo, os movimentos sociais iriam para a rua em defesa de Lula, mas contra Dilma. Com a ajuda do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), José Eduardo Cardozo, Dilma redigiu uma nota manifestando integral inconformismo com a condução coercitiva de Lula e, uma hora depois, fez um pronunciamento. (Vera Rosa/AE)
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