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Colunistas O direito de não morrer de braços cruzados

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O cidadão de bem brasileiro vive, muitas vezes, abandonado entre a violência das ruas e a política desarmamentista do atual governo federal. Enquanto criminosos agem com ousadia, quem trabalha, paga impostos e tenta proteger sua família acaba sendo tratado como suspeito quando reage para sobreviver. O caso ocorrido nesta semana em Porto Alegre reacende um debate necessário: afinal, o brasileiro tem ou não o direito de se defender?

As imagens que circularam mostram um sargento da reserva da Brigada Militar reagindo a uma tentativa de assalto enquanto acompanhava a esposa para abrir a banca de revistas da família. Dois criminosos armados abordaram o casal logo no início da manhã. Em segundos, uma família trabalhadora viu sua rotina se transformar em uma situação de vida ou morte. Ao perceber a ameaça, o sargento reagiu e neutralizou um dos assaltantes.

É importante deixar algo claro: ninguém acorda desejando tirar a vida de alguém. No entanto, também não se pode exigir que um cidadão fique parado esperando ser executado por criminosos. E junto desse debate existe outra questão igualmente importante: o direito de escolha do cidadão de bem. Em qualquer democracia séria, o cidadão deveria ter a liberdade de decidir se deseja ou não possuir uma arma de fogo para proteger sua vida, sua família e sua propriedade.

O acesso legal às armas exige uma série de critérios rigorosos: exames psicológicos, testes de capacidade técnica, antecedentes criminais limpos, comprovação documental e autorização dos órgãos competentes. O porte de arma, então, é ainda mais restrito e difícil de ser obtido. Não existe “liberação geral”, como a esquerda costuma repetir para gerar medo e manipular a população.

O problema é que, no Brasil, muitas vezes se inverte a lógica. O criminoso ganha status de vítima, enquanto quem reage para sobreviver passa a ser questionado, investigado e até condenado pela opinião pública. Criou-se uma cultura perigosa em que parte da sociedade parece mais preocupada com os direitos do bandido do que com o sofrimento das vítimas.

Enquanto isso, comerciantes fecham as portas mais cedo, famílias vivem atrás de grades e trabalhadores saem de casa sem saber se voltarão vivos. A sensação de insegurança cresce porque o crime perdeu o medo. E criminoso sem medo é combustível para mais violência.

Defender a legítima defesa não significa defender violência. Significa defender o direito básico à vida. Significa entender que o cidadão de bem não pode ser tratado como refém da criminalidade. E significa, também, respeitar a liberdade individual de quem escolhe ter os meios necessários para proteger aquilo que ama.

Um país sério valoriza suas forças de segurança, protege as vítimas e garante ao cidadão de bem o direito de não morrer de braços cruzados diante do crime.

Vereador Coronel Ustra (PL)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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