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Economia O dólar vai a 3 reais e 87 centavos e acumula um ganho de quase 17% no ano

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O movimento da moeda nos últimos acompanha o cenário externo, com investidores de olho no rumo da taxa de juros dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

O dólar terminou a última sessão do primeiro semestre em alta. Nessa sexta-feira, a moeda dos Estados Unidos subiu 0,49%, vendida a R$ 3,8766. No acumulado do ano, o dólar já tem avanço de 16,99% sobre o real. Este também foi o último dia de negócios do mês. Em junho, o dólar subiu 3,77%. Nesta semana, a alta foi de 2,53%. Já o dólar turismo terminou o dia vendido perto de R$ 4,03, sem considerar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O movimento da moeda nos últimos acompanha o cenário externo, com investidores de olho no rumo da taxa de juros dos Estados Unidos. Além disso, há temores sobre uma guerra comercial iniciada entre os norte-americanos e a China.

Sobre o real, pesam ainda as incertezas do ambiente interno, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral em outubro. Investidores seguem atentos à divulgação de pesquisas de intenção de votos, de olho nas chances de candidatos que seriam mais comprometidos com reformas econômicas que os agentes financeiros.

Além disso, a greve dos caminhoneiros também impactou os mercados financeiros, com revisões de estimativas para o crescimento da economia e outros indicadores, como o câmbio.

“Acho difícil o dólar ficar abaixo de R$ 4 no terceiro trimestre… O viés do câmbio é de alta, embora em julho, com as férias no Hemisfério Norte e recesso (do Congresso no Brasil), a moeda possa continuar oscilar ao redor de R$ 3,80”, disse à Reuters o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves.

Para Mário Battistel, gerente de câmbio na Fair Corretora, a perspectiva para o câmbio não é muito mais positiva. Por um lado, as preocupações com a guerra comercial inibem as apostas globais para emergentes, já que prejudicam as perspectivas de crescimento mundial. Já internamente, a proximidade das eleições e as pesquisas de intenção de votos cada vez mais frequentes não abrem espaço para grande alívio. “Não acredito numa queda significativa do dólar, que vai ficar caro até a definição da eleição”, disse.

“O primeiro semestre terminou e não deve deixar saudades”, resumiu à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Intervenção do Banco Central

A agência Reuters destaca que há ainda alguma expectativa para a forma como o Banco Central vai atuar em julho, depois da forte intervenção que vem realizando no mercado cambial desde meados de maio. Em agosto, vencem US$ 14,023 bilhões em contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda futura de dólares, e o mercado aguarda anúncio para a rolagem dos contratos.

“O volume é grande e o mercado está muito sensível. Nem pensa que o BC não vai rolar esse volume”, avaliou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado. O estoque total de swap estava em US$ 67,414 bilhões e o presidente do BC, Ilan Goldfajn, já repetiu diversas vezes que não vê problemas em aumentar esse estoque, se necessário.

Nesta semana, no entanto, o BC não fez nenhum leilão de novos swaps, depois de ter injetado o equivalente a US$ 43,616 bilhões com essas operações desde 14 de maio.

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