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Economia O endividamento das famílias brasileiras diminuiu em janeiro

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Resultado representa um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao ano passado; Companhia encerrou o ano com mais de 212 mil elevadores vendidos. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O porcentual de brasileiros endividados diminuiu na passagem do ano, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A proporção de famílias com contas a pagar recuou de 62,2% em dezembro de 2017 para 61,3% em janeiro de 2018, de acordo com os dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).

“A queda das taxas de juros e a recuperação da renda do trabalho têm favorecido uma melhora gradual em algumas modalidades de crédito, com impacto sobre o endividamento”, avaliou Marianne Hanson, economista da CNC, em nota.

Já a proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu de 25,7% em dezembro para 25% em janeiro. Na comparação com janeiro de 2017, entretanto, houve alta de 1,1 ponto porcentual no total de inadimplentes.

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes recuou de 9,7% em dezembro para 9,5% em janeiro, patamar menor também em relação aos 10,2% registrados em janeiro do ano passado.

A fatia de famílias que se declararam muito endividadas diminuiu de 14,1% em dezembro para 13,6% em janeiro. Na comparação anual, houve queda de 0,8 ponto porcentual.

O tempo médio de atraso no pagamento de dívidas foi de 65 dias em janeiro de 2018, contra 65,6 dias em janeiro de 2017. O comprometimento do orçamento das famílias com as dívidas foi de sete meses, em média, sendo que 32,2% delas possuíam dívidas por mais de um ano. Entre os endividados, 22,2% afirmam ter mais da metade da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

O cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, citado por 77,4% das famílias endividadas, seguido por carnês (16,9%) e financiamento de carro (11,0%). A pesquisa é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010, com dados de aproximadamente 18 mil consumidores, coletados em todas as capitais e no Distrito Federal.

Rotativo

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 1,0 ponto porcentual de novembro para dezembro, informou nesta segunda-feira o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 335,6% em novembro para 334,6% ao ano em dezembro. O movimento da taxa do rotativo ocorre sob as novas regras de migração da modalidade, que começaram em abril do ano passado. Em dezembro de 2016, a taxa estava em 497,7% ao ano.

O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 218,3% para 233,8% ao ano de novembro para dezembro. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 413,5% para 401,4% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

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