Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2017
A prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), feita pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (6), em Natal (RN), durante a Operação Manus, decorre da suspeição de corrupção e lavagem dinheiro. O ex-ministro teria participado de desvios nas obras de construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014 na capital potiguar. As fraudes somariam R$ 77 milhões.
Outras quatro pessoas tiveram mandados de prisão preventiva expedidos, incluindo o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já está preso no Complexo Médico de Pinhais, em Curitiba, no âmbito da Operação Lava-Jato.
Alves é alvo também de um outro pedido de prisão, feito pelo MPF-DF (Ministério Público Federal do Distrito Federal), por suspeita de ocultar outros R$ 20 milhões em contas no exterior. Os recursos seriam provenientes da atuação de um grupo liderado por Eduardo Cunha, responsável por irregularidades nas vice-presidências de Fundos e Loterias e de Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.
Os casos são consequência da análise de provas colhidas em várias etapas da Operação Lava Jato, principalmente as decorrentes das quebras dos sigilos bancários e fiscais do envolvidos e dos depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht, homologados em janeiro pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
“Foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que, na verdade, consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal”, informou a PF.
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