Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de novembro de 2018
Em maio, os jogadores do Sporting foram atacados por um grupo de torcedores, que invadiram o CT, ameaçaram e agrediram os atletas do clube. Na quarta-feira (14), o ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, passou a noite na cadeia, foi definido como o “autor moral” do ataque e espera o veredito da justiça portuguesa.
O ex-presidente se declarou ao tribunal, três dias depois de ser detido, pelos delitos que a Procuradoria Portuguesa o acusou de sequestro, terrorismo, ofensa à integridade física, detenção de arma proibida e ameaça, somando 56 acusações. A Justiça acusa De Carvalho de ser o autor moral do ataque dos torcedores.
Tumulto
O ataque, sem precedentes no futebol português, envolveu mais de 40 torcedores, que entraram na Academia do Sporting, em Alcochete (cidade próxima de Lisboa), com o intuito de agredir os jogadores.
Durante 20 minutos, dois grupos de torcedores partiram à caça dos atletas e da comissão técnica nas instalações do clube. Houve tumulto no vestiário, onde a maioria tentou se refugiar.
Mais de dez jogadores relataram agressões, além do próprio técnico, Jorge Jesus.
Justa causa
Por conta da violência, diversos atletas rescindiram o contrato com o Sporting por justa causa. Um dos casos mais famosos é o de Rui Patrício, goleiro da seleção portuguesa, que se transferiu para a Inglaterra, onde atualmente defende o Wolverhampton Wanderers.
Um dos líderes da torcida organizada que invadiu o CT, conhecido como Mustafá, dos ultras Juventude Leonina, também está na prisão e acredita-se que o português seja o responsável por ser o mandante das agressões. Outras 38 pessoas que ou tiveram participação direta ou alguma relação com o ataque estão em prisão preventiva.
Segundo o Ministério Público português, o então presidente do clube não só sabia do plano de agredir os atletas como teria sido um de seus articuladores. Ele teria contado com a ajuda do líder da Juventude Leonina, principal torcida organizada do Sporting.
Drogas
O chefe da organizada também foi detido no domingo (11). Além das acusações relacionadas à violência com os jogadores, a polícia encontrou ainda drogas na sede da torcida.
O português foi presidente do Sporting durante cinco anos, até ser destituído do cargo no dia 23 de junho, quando 70% dos sócios do Sporting votaram a favor de sua saída.
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