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Brasil O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outras 13 pessoas viram réus por fraude milionária em fundos de pensão de funcionários de empresas estatais

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Vaccari já foi condenado a 41 anos de prisão em sentenças do juiz federal Sérgio Moro. (Foto: Luiz Macedo/Agência Câmara)

Nessa segunda-feira, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado por corrupção no âmbito da Operação Lava-Jato, virou réu mais uma vez, agora no âmbito da Operação Greenfield, por decisão da 10ª Vara Federal de Brasília. Além do petista, também são alvo da ação outras 13 pessoas – dentre elas, diretores do Funcef (o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal). Vaccari e o lobista Milton Pascowitch são acusados de receber propinas de quase 5,9 milhões de reais da construtura Engevix.

“De acordo com os valores descritos pela acusação, o montante do prejuízo acumulado com essa operação criminosa, até 13 de julho de 2015, foi de pelo menos 402 milhões de reais”, afirmou o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira.

A Operação Greenfield foi deflagrada no dia 5 de setembro de 2016 e investiga gestão ‘fraudulenta e temerária’ dos fundos de pensão. Somente o Funcef, segundo o MPF (Ministério Público Federal), já tem um rombo de 18 bilhões de reais em razão das irregularidades.

O ex-tesoureiro do PT e o lobista Milton Pascowitch são acusados, nesta ação, de pedir, entre outubro de 2009 e novembro de 2010, propinas que totalizam 5,9 milhões de reais aos executivos da Engevix – o valor teria sido repassado ao PT. Em troca dos valores, Vaccari e Pascowitch teriam agido de forma a garantir a conclusão dos aportes realizados pela Funcef nos FIPs (fundos de investimento em participações) das empresas Cevix, Desenvix e RG Estaleiros.

Vaccari já foi condenado a 41 anos de prisão somente em sentenças proferidas pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava-Jato na primeira instância.

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