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Política O Exército Brasileiro não tem que ser enaltecido por cumprir a lei; é obrigação, diz seu comandante, o general Tomás Paiva

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Tomás Paiva (ao centro) assegura que a instituição não topou nenhuma aventura envolvendo um golpe de Estado.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Tomás Paiva (ao centro) assegura que a instituição não topou nenhuma aventura envolvendo um golpe de Estado. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, afirmou que pode assegurar que a instituição não topou nenhuma aventura envolvendo um golpe de Estado após as eleições do ano passado, e que, com isso, não fez mais do que sua obrigação.

Tomás Paiva ainda disse não ter tido acesso e ter sabido pela imprensa do trecho da delação em que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, diz ter presenciado reuniões em que Bolsonaro e militares teriam tratado de um golpe militar.

O comandante do Exército reitera que o general Marco Antônio Freire Gomes, que comandou o Exército durante parte do governo Bolsonaro, não aceitou nenhum golpe.

“E faço questão de sempre dizer isso: o Exército não tem que ser enaltecido por cumprir a lei. É obrigação. Não tem mérito”, disse Tomás Paiva.

Conforme o relato de Mauro Cid, a reunião serviu para discutir detalhes de uma minuta que abriria a possibilidade para uma intervenção militar. Se tivesse sido colocado em prática, o plano de golpe impediria a troca de governo no Brasil. Cid afirmou que o “então comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos, teria dito a Bolsonaro que sua tropa estaria pronta para aderir a um chamamento do então presidente”. Já o comando do Exército afirmou que não embarcaria no plano golpista.

De acordo com a jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal “Valor Econômico”, foi o general Freire Gomes que disse ao ex-presidente que o Exército não compactuava com um golpe e ainda o ameaçou: “Se o senhor for em frente com isso, serei obrigado a prendê-lo”.

Tomás Paiva reafirmou, no entanto, reafirmou que aguarda os desdobramentos do Judiciário para poder dar prosseguimento a medidas administrativas contra militares envolvidos em ilegalidades.

O comandante das Forças Armadas defende que as condutas sejam individualizadas e apuradas para que a corporação, como um todo, não seja penalizada pelos erros de alguns.

Delação de Cid
O ex-ajudante de ordens Mauro Cid fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Os detalhes da reunião relatada por Mauro Cid foram revelados pelos jornalistas Bela Megale, no jornal “O Globo”, e Aguirre Talento, no portal UOL, que tiveram acesso ao trecho da delação.

O ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier dos Santos, foi exonerado do cargo no dia 30 de dezembro de 2022. Em uma quebra de protocolo, Garnier não compareceu à cerimônia de posse do sucessor, o atual comandante da força, Marcos Sampaio Olsen, no dia 5 de janeiro.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que a revelação causa constrangimento, mas que um golpe nunca interessou às Forças Armadas.

“Nós desejamos muito que tudo seja absolutamente esclarecido. Precisamos desses nomes. Evidentemente que constrange esse ambiente que a gente vive, essa áurea de suspeição coletiva nos incomoda. Mas essas declarações, essas coisas que saíram hoje, são relativas ao governo passado, a comandantes do passado, não mexe com ninguém que está na ativa”, afirmou Múcio.

O chefe da Defesa disse que sabia de possível “inclinação golpista” do almirante Garnier.

“É uma coisa pessoal. Sabia, mas ele passou. Olha, ele não me recebeu para conversar, depois, nós nos encontramos, eu conversei. Mas era uma posição pessoal, havia um presidente eleito, havia um presidente empossado, a justiça promulgou, de maneira que nós estávamos 100% do lado da lei, e ele não”.

Agora, a PF investiga se o documento apresentado no encontro com os comandantes militares relatado por  Cid é a mesma minuta encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que sugeria a convocação de uma nova eleição e até a prisão de adversários por supostas irregularidades.

Em nota sobre a delação de Cid, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou que o ex-presidente jamais “compactuou” com ilegalidades e sempre “jogou dentro das quatro linhas da Constituição”.

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5 Comentários
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Vanderlei Ochoa
23 de setembro de 2023 20:56

Brasil voltando ao Normal. O marginal estava militarizando o governo com milicos marginais.

João Fernando Zacher
23 de setembro de 2023 22:32

De fato. Depois de ver o presidiário dar as costas ao general que estava apresentando a tropa, em pleno 7 de setembro. dia da Independência. Dia especial para as forças armadas. Hoje vemos que as FFAA não passam de MELANCIAS em continência ao seu lider maior, merecedores do escraxo popular. Chutaram quem lhes dava valor pelo prazer de mendigar um olhar de importância para seu país. Ninguem queria GOLPE. O povo pedia o cód.fonte com o real resultado da eleição surrupiada dos brasileiros. É só comparar as fotos de 7 de set. do ano passado e desse ano. Está na… Leia mais »

Getulio Dos Santos Dias
23 de setembro de 2023 23:52

Golpe nunca mais.

Vanderlei Stefani
24 de setembro de 2023 00:15

Essa semana foi uma das melhores semanas do ano e eu posso provar:

* Aras fez seu último discurso como PGR
* Moro, Hardt e TRF4 respondendo processo no CNJ
* Almirante da Marinha e Bolsonaro expostos em delação
* Nikolas Ferreira no banco dos réus
* Inocência de Dilma mais uma vez provada e ela mantém seus direitos políticos
* Brasil/Lula foi a maior celebridade na conferência da ONU
* Acabou a palhaçada de Marco Temporal
* A ministra Rosa Weber deu voto histórico em favor do aborto legal…See more

Doris Monroe
24 de setembro de 2023 11:41

Photo montada…a percepçao é clara! nem precisa ser especialista. DÁ PARA VER A OLHO NÚ…KKKK

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