Quarta-feira, 15 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O Exército Brasileiro proíbe os militares de informar suas patentes nas redes sociais

Compartilhe esta notícia:

Portaria publicada no último dia 1º orienta oficiais a não vincularem suas contas pessoais a seus cargos. (Foto: Agência Brasil)

O Exército publicou uma portaria que proíbe militares de informarem as suas patentes em redes sociais pessoais. O documento assinado no último dia 1º tem como objetivo preservar a imagem da instituição. Além disso, a portaria orienta oficiais e soldados a não vinculares ações da instituição em suas contas pessoais. A patente só poderá ser associada em contas pessoais em “mídias destinadas à publicação de currículos”.

Há uma exceção, no entanto: a medida não atinge os generais, a mais alta patente da corporação e que compõem o Alto Comando do Exército. Em outro trecho da portaria, o texto estipula regras para cada unidade militar. Por exemplo: apenas o próprio Exército Brasileiro terá contas nas cinco principais redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Linkedin).

Organizações militares de médio ou pequeno porte, como Colégios Militares e Academias Militares, não estão mais autorizadas a possuir contas. “Os perfis institucionais das organizações militares somente são autorizados a realizarem compartilhamento de postagens de perfis institucionais de órgãos da administração pública e de órgãos de imprensa oficiais.” A medida, segundo o documento, busca “não comprometer a segurança orgânica das organizações militares”.

A ausência da patente no Exército em perfis pessoais pode atingir o interesse de militares que querem se lançar na política. Embora a portaria não trate do tema, o assunto já abriu espaço para um debate interno.

A justificativa para que o Twitter permaneça restrito aos perfis do Exército e organizações de alto porte é explicada na portaria: “a experiência mostra que a comunicação nessa mídia social é mais efetiva quando realizada por grandes instituições”.

Ainda segundo o documento, não há propósito que uma unidade como o Instituto Militar de Engenharia faça uso da comunicação por ali. “A comunicação realizada por pequenos segmentos de uma instituição não é efetiva, pois não se reconhece neles a autoridade de toda a entidade.”

O Facebook, no entanto, que segundo as diretrizes do Exército é permitido para todas as organizações militares, tem foco no relacionamento por grupos específicos.

“Pode ser utilizada para dar amplo conhecimento das atividades desenvolvidas pelas Organizações Militares, bem como para a difusão de processos seletivos”, argumenta trecho da portaria.

O jornal O Globo questionou a instituição, por exemplo, quais as punições cabíveis para o militar que não atender as novas determinações. Em nota, o Centro de Comunicação do Exército reforçou trechos da portaria e que deve-se respeitar “o prescrito no Estatuto dos Militares e no Regulamento Disciplinar do Exército, além do ordenamento jurídico vigente”.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

A proposta de reforma tributária está pronta para ser enviada ao Congresso Nacional
Fernando de Noronha já tem turistas além da sua capacidade
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar