Terça-feira, 30 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2020
O WhatsApp escapou de ser inundado de anúncios comerciais, como já acontece com Facebook e Instagram. Segundo o Wall Street Journal, o Facebook, proprietário do app de mensagens, desistiu do seu plano de colocar propagandas na plataforma. A equipe do projeto teria sido desfeita e o seu trabalho teria sido removido do código do aplicativo.
A ideia seria colocar anúncios no WhatsApp Status, a ferramenta inspirada nos Stories do Instagram. Segundo apurou o Estado, propagandas no WhatsApp Status estiveram perto de ser anunciadas no começo de 2018, mas o escândalo do vazamento de dados da Cambridge Analytica freou os planos.
Além disso, anúncios na plataforma sempre foram um ponto de discussão intensa dentro do Facebook. Jan Koum, criador do app, deixou o Facebook em 2018 por divergências sobre os rumos comerciais do serviço e as potênciais ameaças à privacidade dos usuários. Meses antes, Brian Acton, o outro cofundador do WhatsApp, também havia deixado o Facebook por razões parecidas.
Desde então, o Facebook focou suas atenções para o WhatsApp Business para tentar desenvolver um modelo de negócios pelo aplicativo, uma estratégia que ainda parece pequena diante do tamanho do serviço – atualmente são cerca de 1 bilhão de usuários ativos diariamente. O Facebook comprou o WhatsApp em 2014 por US$ 22 bilhões.
A mudança do Facebook, porém, combina com os plano de integrar Instagram, Messenger e WhatsApp em uma única plataforma. Essa super plataforma teria criptografia de ponta a ponta, o que dificulta a ação de algoritmos para colher dados e direcionar propagandas para os usuários. O WhatsApp sempre operou com criptografia de ponta a ponta, que esteve ameaçada durante o período que o Facebook planejou propagandas na plataforma.
Processo judicial
O Facebook virou alvo de um processo judicial em São Francisco, nos Estados Unidos, movido por quatro empresas. As companhias dizem que a gigante promove um monopólio ilegal e pedem que Mark Zuckerberg se afaste do controle acionário da empresa.
Além de atuar como CEO da companhia, Zuckerberg controla cerca de 60% das ações com direito a voto do Facebook – tendo controle universal da empresa. Os papéis do Facebook negociados na Nasdaq caiam 0,23%, a US$ 221,26, por volta das 13h (horário de Brasília) desta sexta-feira (17),
Para as empresas que processam o Facebook, a integração planejada da principal rede social da gigante com outros serviços que pertencem a ela reduzirá substancialmente a concorrência. Segundo o New York Times, a empresa planeja permitir a comunicação cruzada entre usuários do WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger.
No ano passado, entre os cinco apps mais baixados no mundo, apenas o chinês TikTok não pertencia ao Facebook.
Duas entre as quatro companhias do processo fecharam as portas: Circl – que era uma rede social – e Beehive Biometric – uma plataforma de verificação de identidade. A terceira é dona de um app de bate-papo, o Reveal Chat, e a última atua como provedora de serviços financeiros, a Lenddo.
O Facebook diz que opera em um ambiente competitivo, em que pessoas e anunciantes têm muitas opções. “No ambiente atual, onde os advogados dos demandantes veem oportunidades financeiras, reivindicações como essa não são inesperadas, mas não têm mérito”, disse um porta-voz da companhia ao site Business Insider.
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