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Notícias O Facebook pedirá permissão para acessar dados na Europa: medida está prevista em nova legislação de privacidade europeia

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(Foto: Reprodução)

Após críticas por vazamento de dados e pressão de órgãos reguladores europeus, o Facebook informou que vai mudar sua política de acesso a informações dos usuários. Esta semana, a rede social vai começar a pedir consentimento explícito aos internautas para que anúncios direcionados possam ser publicados em seus perfis, para armazenar informações consideradas “sensíveis” no banco de dados da rede e para uso da tecnologia de reconhecimento facial. A medida vai começar pela Europa, onde uma nova lei de privacidade para o setor de tecnologia, entrará em vigor em pouco mais de um mês.

Mas a intenção é que a mudança seja estendida a usuários de outros países, num sinal de que a gigante da internet pretende alterar sua política de privacidade. A novidade foi anunciada no blog do Facebook pelos executivos Erin Egan e Ashlie Beringer. Segundo eles, no momento em que os usuários europeus fizerem seu log in, eles serão convidados a fazer uma série de escolhas em várias áreas elencadas na nova legislação.

Por exemplo, os usuários serão perguntados se querem ou não que o Facebook use dados de parceiros para mostrar-lhes anúncios específicos. Também terão de confirmar se querem partilhar “informações de caráter político, religioso e de relacionamento”. E ainda farão a opção pela permissão ou não do uso de tecnologia de reconhecimento facial — na Europa, essa função havia sido desabilitada em 2012.

Neste último caso, o Facebook afirma que o objetivo é detectar em quais fotos o internauta aparece, para evitar que as imagens sejam usadas por pessoas estranhas. A tecnologia é polêmica e já se tornou questão de Justiça. Uma ação coletiva contra a empresa de Mark Zuckerberg, em que o uso da ferramenta é questinado, foi aceita por um juiz americano no início da semana.

Apesar de oferecer escolhas ao usuário para maior controle sobre o uso de seus dados, a opção pelo “não” nessa série de perguntas que começarão a ser feitas aos internautas europeus não é tão simples. Segundo o jornal britânico “Guardian”, para cada pergunta haverá dois botões: um azul, em que é escrito “aceitar e continuar” e outro branco com as palavras “gerenciar padrões de dados”.

Este último, quando clicado, leva o usuário a uma nova página, em que a rede social fornece mais informações sobre o uso de dados pessoais, numa tentativa de convencer o usuário a permitir o acesso. O internauta passa, então, para uma terceira página em que finalmente pode negar o acesso a seus dados.

“Não queremos apenas cumprir a lei europeia, mas ir além das nossas obrigações e criar experiências de privacidade novas e melhoradas para todo o mundo”, indicou o Facebook.

Ação coletiva nos EUA

Um juiz federal da Califórnia anunciou que o Facebook enfrentará uma ação coletiva por sinais de que violou a privacidade dos usuários ao usar uma ferramenta de reconhecimento facial em suas fotos sem consentimento explícito. A decisão foi anunciada no momento em que a rede social enfrenta um escândalo pela administração incorreta dos dados de 87 milhões de usuários antes das eleições presidenciais americanas de 2016.

A ferramenta de reconhecimento facial, criada em 2010, sugere os nomes das pessoas que identifica nas fotos publicadas pelos usuários, uma função que de acordo com os demandantes não cumpre a lei estadual de Illinois que protege a privacidade biométrica.

 

 

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