O Facebook está iniciando uma ação para se adequar aos pré-requisitos exigidos pela nova legislação sobre privacidade na União Europeia, conhecida como GDPR. A lei proíbe que as empresas de tecnologia coletem informações pessoais de seus usuários sem que tenham uma permissão explícita prévia; por isso, o Facebook estará, nos próximos meses, solicitando que seus usuários concordem em ter seus rostos analisados por reconhecimento facial e autorizem que suas informações sejam usadas para segmentação de publicidade. Atualmente usuários reclamam de não encontrar opção para recusar com a mesma facilidade.
Todos os usuários da rede social serão consultados, não apenas os europeus, segundo anúncio feito pela empresa na terça-feira (17). “Queremos deixar claro que não há nada diferente nos controles e proteções que oferecemos em todo o mundo”, escreveu a empresa em um post no blog, consoante com o compromisso que assumiu ao se juntar a outras 33 empresas no Cybersecurity Tech Accord. O público da Europa será o primeiro a ver a tela de solicitação de uso de dados pessoais, e em seguida a ação se expandirá para alcançar todos os lugares do mundo.
O único problema é que a tela de solicitação tenta influenciar o usuário a sempre aceitar a solicitação, uma vez que a opção de não permitir o reconhecimento facial está disponível apenas na opção de gerenciar as configurações de informação, não havendo um botão direto para recusar a solicitação. Na captura de tela exibida pelo Facebook, há as opções “Aceitar e Continuar” ou ir para o gerenciamento de configurações de informação.
Muitos usuários se enfureceram pela ausência de um botão para recusar, de maneira mais explícita, o uso dos dados.
Chip próprio
O Facebook está à procura de engenheiros para trabalhar com seus próprios chips. Nesta quarta-feira (18), Yann LeCun, chefe da área de inteligência artificial do Facebook, postou uma vaga de emprego no Twitter, procurando por engenheiros com experiência em circuitos integrados de aplicação específica e gateways programáveis.
A vaga descreve o seguinte:
“O Facebook está buscando um engenheiro de design de silício para se juntar à nossa equipe de infraestrutura. Estamos à procura de candidatos com experiência em arquitetura e design de ASICs semipersonalizados e totalmente personalizados. A função envolve a avaliação, desenvolvimento e condução de tecnologias de próxima geração no Facebook. O candidato precisaria trabalhar com engenheiros de software e de sistema para entender as limitações do hardware atual e usar seus conhecimentos para criar soluções personalizadas voltadas para várias verticais, incluindo AI/ML, compactação e codificação de vídeo. Este emprego é em tempo integral no nosso escritório de Menlo Park”.
No post, LeCun ainda comenta que “costumava ser um designer de chips”.
O fato compactua com uma publicação da Bloomberg, que citou uma fonte interna da rede social dizendo que a empresa estaria investindo na produção de chips próprios. A vaga para trabalhos com circuitos integrados de aplicação específica, ou ASIC, se refere a design de chip com finalidades muito bem definidas.
Uma das funcionalidades para chips desse tipo seria a personalização com foco em data centers do Facebook. Alphabet e Microsoft não só economizaram na produção deste tipo de hardware como vendem a tecnologia atualmente. Um mercado promissor em se tratando do alto desenvolvimento de tecnologias em nuvem.
