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O Facebook vai avisar quem interagiu com informações falsas sobre o coronavírus

Nova ferramenta da rede social pretende evitar boatos e vai direcionar usuários para base de dados checados pela OMS. (Foto: Reprodução)

O Facebook anunciou nesta quinta-feira (16) uma nova ferramenta para evitar o compartilhamento de informações falsas do coronavírus. Usuários que tiverem interação em postagens com boatos sobre a pandemia serão notificados.

De acordo com a rede social, o sistema de avisos começará a funcionar nas próximas semanas. “Queremos conectar pessoas, que possam ter interagido com informações prejudiciais ​​sobre o vírus, com a verdade de fontes oficiais”, disse a empresa, em um comunicado oficial.

O Facebook também vai conectar as pessoas com informações checadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que mostram uma lista de mensagens falsas, incluindo as que já foram tiveram a publicação removida.

Um relatório da ONG Avaaz (organização  não-governamental), que combate a desinformação nas redes sociais, mostrou que 100 exemplos dessas mensagens falsas no Facebook foram replicadas 1,7 milhão de vezes e tiveram 117 milhões de visualizações em 6 idiomas analisados.

“Agir contra a desinformação sobre o coronavírus pode salvar vidas neste exato momento, mas essa medida é apenas o primeiro passo. As pessoas expostas a desinformação sobre sarampo, conteúdo antivacina ou desinformação política também merecem ser protegidas”, afirmou Flora Rebello Arduini, coordenadora de campanhas Avaaz, em comunicado.

Medidas no Instagram

No final do mês de março, a empresa também anunciou mudanças no Instagram para o combate ao coronavírus: qualquer procura pelos termos “coronavírus” ou “Covid-19” vai resultar em uma mensagem educacional, com conexão a informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de ministérios da saúde locais.

O Instagram disse que também iria começar a remover da seção de perfis recomendados aqueles que forem relacionados ao Covid-19. Alguns conteúdos que tratem da doença seriam removidos da aba “Explorar”, a menos que sejam de organizações de saúde confiáveis.

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