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O Facebook vai verificar a identidade de quem fizer anúncio político

Empresa afirma que houve falhas de softwares para roubar "tokens de acesso", que permitem que as pessoas se conectem automaticamente de volta às suas contas. (Foto: Reprodução)

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, disse na semana passada que a rede social vai exigir a confirmação de identidade e localização dos anunciantes que veicularem propagandas políticas.

Trata-se de uma nova medida para remediar o dano à imagem do Facebook provocado pelo escândalo envolvendo o vazamento de dados de usuários pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica, que pode ter afetado 87 milhões de pessoas.

Ele disse que uma das prioridades do Facebook é “garantir o discurso positivo e impedir a interferência nas eleições”, lembrando que países importantes como Brasil, EUA, México, Índia e Paquistão terá eleições em 2018.

Zuckerberg anunciou as seguintes mudanças para aprimorar o Facebook antes das eleições:

Verificação de anunciantes políticos

Todos os anunciantes terão de confirmar identidade e localização, do contrário serão proibidos de anunciar na plataforma.

Identificação de anunciantes

Eles terão que se identificar como anunciantes (e não usuários comuns) e mostrar quem pagou pelo anúncio.

Nova ferramenta de transparência

Sistema mostrará todos os anúncios políticos que uma página executa e também criará um arquivo de anúncios políticos.

Verificação de grandes contas

Segundo o Facebook, “isso tornará muito mais difícil para as pessoas executarem páginas usando contas falsas ou para crescerem viralmente e disseminarem informações erradas ou conteúdo polêmico dessa maneira.

O Facebook disse que contratará “milhares de pessoas” para fazer as verificações. “Estamos comprometidos em fazer isso a tempo para os meses críticos antes das eleições de 2018”, disse Zuckerberg. O anúncio sobre a forma como a rede social vai lidar com os anunciantes daqui para frente ocorre dias após a empresa repaginar sua política de uso de dados e de seus termos de serviço.

Interferência russa

Segundo o presidente do Facebook, a mudança ocorre após a rede social identificar o uso de contas falsas russas para tentar interferir na eleição americana de 2016. Zuckerberg disse que o Facebook aprimorou seus sistema após esse episódio e usou ferramentas de inteligência artificial para identificar e remover “dezenas de milhares” de contas falsas durante as eleições do Senado da França, Alemanha e do estado do Alabama, nos Estados Unidos.

Apesar do esforço para inibir o uso político do Facebook por contas falsas, Zuckerberg diz que o problema é “maior do que qualquer plataforma” e que essas medidas “não vão parar todas as pessoas que tentam jogar com o sistema”. “Mas elas tornarão muito mais difícil para qualquer um fazer o que os russos fizeram durante a eleição de 2016 e usar contas e páginas falsas para veicular anúncios”, afirmou.

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