Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

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CAD1 O governador José Ivo Sartori disse que o governo gaúcho está fazendo a sua parte para que a população não seja prejudicada pela greve dos caminhoneiros

Sartori participou da 139ª Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. (Foto: Karine Viana/Palácio Piratini)

Por mais justo que seja o movimento dos caminhoneiros, a sociedade não pode ser penalizada em seu todo, defendeu na manhã desse sábado o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori. “O governo do Estado trabalha para que se tenha uma solução e a sociedade não seja prejudicada “, ressaltou o chefe do Executivo, em entrevista coletiva no município de Farroupilha.

Antes de participar da missa solene campal da 139ª Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio, ele destacou as iniciativas da instalação do Gabinete de Crise, sob a coordenação do vice-governador José Cairoli, e a ação judicial para a desobstrução das estradas no Estado.

Na avaliação de Sartori, as dificuldades e problemas estão no cenário atual, agravadas pelo desabastecimento. O governador pediu serenidade à população, disse que “está fazendo a sua parte” e falou na necessidade de “uma reflexão muito grande, inclusive para que na área eleitoral não tenhamos nenhuma aventura política neste ano”.

Sobre a discussão de medidas relacionadas ao Estado na questão da greve nacional dos caminhoneiros autônomos, Sartori assinalou que a tributação do ICMS sobre o óleo diesel no RS, cuja alíquota é de 12%, é a menor do Brasil, junto com Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Frisou que não serão adotadas medidas numa área complexa sem análise e discussão com responsabilidade.

Reuniões

Ao longo desse sábado, foram realizadas quatro reuniões entre o vice-governador José Paulo Cairoli, secretários e grupos de trabalho, todas elas por iniciativa do Gabinete de Crise estadual. Até o final da tarde, a greve dos caminhoneiros concentrava 87 pontos de paralisação no Estado.

“A prioridade da coordenação da Defesa Civil estadual, a partir deste domingo, é executar ações integradas nas áreas da Saúde, Transporte, Segurança e Agricultura”, frisou o site oficial do Palácio do Piratini.

“Um Centro de Informações funciona no DCCI (Departamento de Comando e Controle Integrado) da Secretaria da Segurança Pública para identificar as necessidades imediatas de atendimento, apoio ou mesmo desobstrução de vias de acesso para itens emergências”, detalhou.

Pelos números atualizados da Defesa Civil, o número de municípios gaúchos que decretaram situação de calamidade pública aumentou para 407, incluindo a capital. O órgão realizou levantamento em cada área, como transporte de combustível por comboio para ambulâncias, viaturas e transporte coletivo.

Conforme o coordenador da Defesa Civil Estadual e do DCCI, coronel Alexandre Martins, “todos têm o consenso de que o transporte de produtos de emergência é essencial e, por isso, descartamos resistência dos movimentos”.

No DCCI, 50 integrantes da Defesa Civil e agentes de segurança foram orientados para os procedimentos em ocorrências emergenciais. De acordo com o vice-governador, o Comitê avalia a cada hora a situação nos principais pontos do estado para garantir a normalidade das operações de segurança e transporte.

“Estamos monitorando e atentos aos movimentos. O contingente da Brigada Militar nas operações não será afetado no policiamento dos municípios”, pontuou.

Já o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, explicou a base legal de atuação junto aos movimentos, em acordo com a medida cautelar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para reintegração de posse de rodovias, a partir de ações coordenadas com a Segurança Pública.

Já o secretário da Agricultura e Abastecimento, Odacir Klein, relatou as urgências envolvendo laticínios, frigoríficos, transporte de cargas vivas, ração para animais, deterioração de alimentos retidos nas estradas e abastecimento junto à Ceasa.

Ainda no Palácio Piratini, Cairoli reuniu-se com o grupo de trabalho da área da Saúde, com o secretário Francisco Paz, para diagnóstico e condução das ações em hospitais. A gravidade está nos centros de hemodiálise, acúmulo de lixo hospitalar, combustível para ambulâncias e transporte de exames, soros, sangue e alimentos, além da preocupação com infecção hospitalar diante da falta de produtos nas unidades de lavanderia.

Nos próximos dias, novos levantamentos serão produzidos no DCCI para intensificar ações caso permaneça o desabastecimento no Estado.

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