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Brasil O governo acredita que já tem os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, diz o ministro da Fazenda

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dado declarações explícitas de que é preciso separar a economia da crise política. (Foto: Gustavo Raniere/MF)

Na avaliação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o governo já tem os votos para aprovação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados. Questionado se estariam assegurados os 308 votos necessários à aprovação da proposta de emenda à Constituição 287/2016, que trata da reforma, Meirelles respondeu: “Acreditamos que sim”.

O ministro disse ainda que “não será um ou dois meses que farão diferença” na aprovação da reforma, mas que o governo trabalha pela votação ainda em maio. “A Previdência que será instituída com a reforma, na nossa opinião, é algo que ira durar décadas. Não será um ou dois meses que vai fazer uma grande diferença. Por outro lado, faz diferença na expectativa econômica, então, quanto mais cedo melhor. Nós estamos nos esforçando para que seja aprovada em maio. Agora, a gente tem que trabalhar com a realidade do legislativo”, afirmou.

O ministro afirmou ainda que a aceitação da reforma “está muito bem” entre as prefeituras. “As prefeituras declararam apoio integral, principalmente porque é importante que se garanta que todos vão receber a aposentadoria”, afirmou Meirelles. O ministro falou a jornalistas após discursar na 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).

Na terça-feira (16) o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, declarou o apoio da entidade à reforma da Previdência. Na sequência, o presidente da República, Michel Temer, assinou medida provisória permitindo o parcelamento da dívida previdenciária de estados, Distrito Federal e municípios. Há pouco, na Marcha dos Municípios, Meirelles informou que o governo publicará também uma portaria prevendo o mesmo parcelamento para os regimes próprios municipais, que abrangem os servidores públicos.

O ministro da Fazenda também acredita que há resistência à reforma da Previdência porque “a história não está bem contada para a população”. (Mariana Branco/ABr)

 

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